Fala de Dom Gregório Paixão – Bispo de Petrópolis na entrega do Troféu Padre Quinha / SOS VIDA de ações sociais

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tribuna

PADRE QUINHA BANER SOS VIDA

Soropositivo em ‘Malhação’: Para nós que vivemos com HIV, não é tão simples assim

Soropositivo em ‘Malhação’: Para nós que vivemos com HIV, não é tão simples assim

Publicado: 05/01/2016 15:41 BRST Atualizado: 05/01/2016 17:36 BRST
MALHAO SEU LUGAR NO MUNDO
Algumas semanas após o meu diagnóstico de HIV eu fiz uma cirurgia. Na recuperação, quando a enfermeira tirou o soro do meu braço espirrou no lençol um pouco de sangue. Assustado, eu limpei com algodão e pedi ao meu pai que o jogasse no lixo.

O tempo parou por um instante.

Não sabíamos o que fazer. Meu pai foi até a lixeira e a trouxe pra mim. Pedi que todos saíssem do quarto. Chorei muito.

À época nenhum de nós entendia que aquele sangue, seco, no chumaço de algodão, para uma pele intacta, não significava risco algum. E meu pai fez o melhor que pôde para me deixar confortável, não demonstrou nojo, nem nada. Provavelmente teria feito o mesmo com alguém soronegativo. Mas o estigma, em poucas semanas de diagnóstico, já estava instalado.

Sangrei um pouco mais.

Por isso, apesar das notas de repúdio de ativistas e instituições eu entendo o medo do personagem Henrique (vivido por Thales Cavalcanti), em Malhação – Seu Lugar no Mundo. Eu realmente entendo que depois de um acidente bobo ele tenha se assustado tanto com o sangue que viu.

Porque era o sangue dele. Um sangue HIV positivo. Não era um sangue qualquer.

O sangue muitas vezes é tomado como fator de unidade entre os seres humanos – “branco ou negro, o sangue é sempre vermelho”, lembro de dizerem quando eu estava no colégio.

Para nós que vivemos com HIV não é tão simples assim.

Por isso não lancei nenhuma nota de repúdio à novela ou à emissora. Não o fiz peloProjeto Boa Sorte e nem o farei por aqui. Ao invés disso, dou o benefício da dúvida.

No teatro aprendemos a dizer sim e construir a partir do que nos foi proposto ao invés de dizer não e acabar com a cena toda. Digo sim à proposta que Malhaçãolançou: uma médica (incompetente) receitou PEP (profilaxia pós-exposição ao HIV) em uma situação inadequada. E assim, espero terminarem os 28 dias de tratamento da personagem Luciana torcendo forte para que essa médica se retrate (redimindo a própria produção da novela).

Até lá, preferimos apenas elucidar alguns pontos sobre HIV e PEP na trama que você pode conferir nesse vídeo:

Para quem não conhecia, a Profilaxia Pós-Exposição é um recurso para evitar a infecção pelo HIV caso haja exposição seja ela sexual, em acidente de trabalho ou por violência.

O tratamento dura 28 dias e é feito com antirretrovirais similares aos do tratamento de quem é HIV positivo, o que significa alguns efeitos colaterais desagradáveis.

Por ser um medicamento, não deve ser usado de forma leviana. Há situações certas para usar a PEP e, geralmente, quando a fonte da exposição é uma Pessoa Vivendo com HIV Indetectável (em tratamento por tempo o suficiente para ter uma quantidade ínfima de HIV no sangue) ela não é usada.

Algumas guinadas na trama já apontam uma abordagem bem positiva (desculpem o trocadilho) do tema, apesar do equívoco inicial. O Henrique foi aceito por seus amigos de banda que até beberam da garrafa d’água dele em um gesto para provar que estavam junto!

Para quem quiser assistir a novela pode acessar o site do GShow e ver tudo online. Dá até pra caçar só as cenas do Henrique e da Luciana, interpretada pela Marina Moschen ou do Henrique com a Camila (Manuela Llerena), seu par romântico, para acompanhar de perto o desenvolver da história.

http://www.brasilpost.com.br/gabriel-estrela/eufalosobre-hiv-na-novela_b_8913192.html

“Jornal da Globo” mostra estudo de cura da aids comandado pelo infectologista Ricardo Diaz

“Jornal da Globo” mostra estudo de cura da aids comandado pelo infectologista Ricardo Diaz

Ricardo Diaz

06/01/2016 – 14h45

Em sua edição desta terça-feira (5), o “Jornal da Globo” trouxe uma reportagem sobre as pesquisas de cura da aids  comandadas pelo infectologista Ricardo Diaz. Leia, a seguir, a reportagem, publicada no portal G1. Ou assista à reportagem aqui.

Cientistas brasileiros pesquisam a cura para a aids

Os pesquisadores da Unifesp trabalham com a última geração de drogas que combatem o HIV. Se tudo der certo, a combinação vai eliminar o vírus

Uma equipe de cientistas brasileiros começa a pesquisar a cura da aids. Os pesquisadores vão trabalhar com a última geração de drogas que combatem o HIV.

Há pelo menos 20 anos, os cientistas buscam uma jogada de mestre que encurrale o HIV. Quando foram descobertas as drogas antirretrovirais, eles chegaram muito perto de vencer, mas elas nunca foram fortes o suficiente. O vírus tem uma capacidade de latência. Fica adormecido no corpo e volta a se multiplicar. E o vírus tem outra “esperteza biológica”: se instala em partes do corpo onde as drogas não atuam bem. Entende agora porque esse adversário desafia a ciência?

Paramentado com roupas de proteção e armado com novas drogas, o infectologista coordenador da pesquisa, Ricardo Sobhie Diaz, encara o vírus de frente no laboratório de alto risco biológico da Unifesp. Ele trabalha em um estudo inédito. “Estou bastante otimista. Acho que a gente vai descobrir bastante coisa e acredito que a cura a gente pode alcançar. Acho que entre dois e três anos a gente vai ter grandes novidades a esse respeito”, diz o médico. “Se tudo der certo, essa combinação vai eliminar o vírus.”

Saiba mais

Pesquisador brasileiro Ricardo Diaz lidera nova pesquisa em busca da cura da aids

Fonte : G1

http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/24384#.Vo-B4_krJdg

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