Mortes por câncer serão praticamente eliminadas até 2050, acreditam cientistas

Mortes por câncer serão praticamente eliminadas até 2050, acreditam cientistas

05/02/2015 – 09H02/ ATUALIZADO 09H0202 / POR FERNANDO BUMBEERS

  (Foto: wikimedia commons )
(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS )

Daqui 35 anos será difícil ouvir que alguém morreu de câncer. Cientistas acreditam que a doença pode acabar – ou pelo menos, diminuir bastante – até o meio do século. Segundouma pesquisa, realizada através da Universidade de Londres, em 2050 o câncer será totalmente evitável, principalmente pela mudança de hábitos da população e do avanço tecnológico da medicina.

14 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer a cada ano. 8 milhões não resistem a doença. Até 2030, o número crescerá de forma assustadora para 26 milhões de diagnósticos e 17 milhões de morte – aumento por conta de países emergentes e populosos, como a China. No entanto, no Reino Unido, a redução de mortes por câncer será de 40%.

Segundo o estudo, se o investimento em novos medicamentos for mantido durante as próximas décadas, a combinação de novos tratamentos com uma vida mais saudável poderá habilitar pessoas com câncer a viverem mais e de forma mais satisfatória. E isso pode até culminar na cura do câncer.

Vale ressaltar que o estudo garante que a conscientização humana será o mais importante para reduzir o número de mortes por câncer. A pesquisa aponta como principal fator para cura a antecipação do diagnóstico, que só ocorrerá por conta das pessoas se preocuparem mais com a saúde.

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude

Cientistas desenvolvem exame para detectar câncer em 1 hora usando vermes

Cientistas desenvolvem exame para detectar câncer em 1 hora usando vermes

13/02/2015 – 10H02/ ATUALIZADO 10H0202 / POR AGÊNCIA EFE

vermes como este podem ajudar a detectar o câncer (Foto: wikimedia commons)
VERMES COMO ESTE PODEM AJUDAR A DETECTAR O CÂNCER (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Amultinacional japonesa Hitachi e a Universidade de Kyushu desenvolveram um novo exame de baixo custo para detectar o câncer em uma hora a partir da reação apresentada por um tipo específico de verme ao entrar em contato com a urina dos pacientes.

A partir de um estudo, ambas as entidades determinaram que este tipo específico de nematóide ( que tem um comprimento aproximado de 1 milímetro) se sente atraído pelo cheiro da urina dos pacientes que desenvolveram a doença, segundo detalhou nesta sexta-feira o jornal econômico “Nikkei”.

A pesquisa que foi realizada com cerca de 300 pessoas obteve resultados precisos em mais de 90% dos casos.

Com o apoio dos pesquisadores da universidade japonesa, Hitachi espera poder comercializar para 2018 um dispositivo que seja capaz de medir a reação de um grupo destes vermes e sirva para detectar um câncer em sua fase inicial.

A máquina examinaria os movimentos de uma centena de nematóides ao ser expostos à urina de um paciente empregando as tecnologias de macrodados da Hitachi para a análise das imagens.

Cada exame levaria apenas uma hora e teria um custo aproximado de 100 ienes (US$ 0,84). O projeto tem baixo custo, em parte, porque este tipo de verme é encontrado facilmente na terra e, além disso, é fácil de criar, segundo explicaram ao jornal representantes da Hitachi.

Estes também indicaram que o dispositivo não seria capaz de detectar os diferentes tipos de câncer, por isso que caso o resultado do teste seja positivo, seriam precisos novos exames convencionais adicionais.

O plano da empresa, uma das mais importantes no setor médico no Japão, passa por lançar primeiro o dispositivo no país asiático e depois em outros mercados.

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Saúde lança ação em aplicativo de relacionamento para prevenção à AIDS

Saúde lança ação em aplicativo de relacionamento para prevenção à AIDS

O público-alvo são os jovens, a população gay e homens que fazem sexo com homens (HSH). A novidade foi anunciada pelo ministro Chioro, durante a divulgação da campanha de carnaval no RJ  

 Com o objetivo de chamar a atenção para a importância do uso do preservativo, o Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (9) uma ação nos aplicativos de celular Tinder e Hornet. A estratégia, que tem como público-alvo os jovens, a população gay e HSH (homens que fazem sexo com homens), foi anunciada nesta segunda-feira pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante a divulgação da Campanha de Prevenção às DST e Aids do Carnaval 2015, no Rio de Janeiro. Também foram apresentados os resultados regionais da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP).

Durante o evento, o ministro Chioro ressaltou a importância não apenas do uso da camisinha, mas também da realização do teste e tratamento oportuno, no caso do diagnóstico positivo. “A campanha de Carnaval deste ano, que também será estendida a outras festas populares, inovou ao focar na prevenção combinada: camisinha, testagem e tratamento”, ressaltou o ministro. Segundo ele, hoje os jovens apresentam um comportamento cada vez mais liberal, com aumento do número de parceiros ocasionais, razão pela qual o Ministério tem direcionado as campanhas a esse público.

Por outro lado, o ministro lembrou que a prevenção deve ser adotada por toda a população brasileira. “Hoje não podemos falar de grupo de risco. Todas as pessoas com vida sexual ativa são vulneráveis. Daí a importância de usar a camisinha e se testar”, destacou o ministro.

A escolha dos aplicativos, que promovem encontros casuais de pessoas a partir da localização geográfica e do interesse comum, levou em conta a sua ampla repercussão nesse público. O Tinder possui milhares de usuários no Brasil, país que é um dos líderes de uso do aplicativo. O Hornet é voltado, especificamente, para o público gay masculino e também reúne milhares de usuários no país.

Para atingir o objetivo de dialogar com o maior número de pessoas, foram criados cinco perfis de personagens – sendo três homens e duas mulheres – que se identificam como pessoas à procura de sexo sem camisinha. O intuito da ação é atingir as pessoas que estão adotando comportamento de risco ao aceitarem ter uma relação sexual sem o uso do preservativo. Ao interagir com esses personagens, as pessoas recebem, imediatamente, uma mensagem direta sobre a importância da prevenção e do sexo seguro.

Assim, o Ministério da Saúde atinge esse público sem utilizar as mídias tradicionais. Além disso, a ação preserva a identidade dos participantes, não havendo nenhum tipo de perfil público ou informação compartilhável fora do ambiente do aplicativo. A ação contou com um projeto piloto nos dias 23 e 24 de janeiro em Brasília, sendo estendida para o Rio de Janeiro (30 e 31 de janeiro) e Salvador (31 de janeiro e 01 de fevereiro). Nessas ações, foram realizadas mais de duas mil interações com o público-alvo. Os locais visitados foram bares, boates LGBT e shows.

PCAP – Na ocasião, o ministro também divulgou dados regionais do uso de preservativos. Segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), realizada em 2013 com 12 mil pessoas de 15 a 64 anos, 93% dos moradores do Sudeste sabem que a camisinha é a melhor forma de prevenção às DST e aids. Mesmo assim, 46% da população sexualmente ativa dessa região não fizeram uso do preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais no último ano.

Os dados regionais comparativos com pesquisas anteriores mostram que o uso do preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais ocorridas nos últimos 12 meses tem se mantido estável com pequena tendência de crescimento: 48% em 2004, 47% em 2008 e 54% em 2013, apesar das constantes campanhas de estímulo ao uso do preservativo durante todos esses anos. Além disso, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 18%, em 2004, para 26% em 2008, chegando a 49% no ano de 2013, o maior percentual dentre todas as regiões brasileiras.

CAMPANHA – Os materiais reforçam o slogan final usando a gíria “#PartiuTeste”, linguagem típica desta faixa etária prioritária. Nas cidades com maior concentração de foliões, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, haverá um reforço das estratégias de comunicação da campanha. Além do rádio e da TV, a campanha também será divulgada pela internet e em revistas temáticas de carnaval e de comportamento LBGT.

A mensagem geral da campanha de carnaval deste ano é informar o jovem para se prevenir contra o vírus da aids, usar camisinha, fazer o teste e, se este der positivo, começar logo o tratamento, reforçando o conceito “camisinha + teste + medicamento” de prevenção combinada.

São 129 mil cartazes em quatro versões – segmentados para a população jovem, travesti e jovem gay – um spot de rádio, 315 mil folders explicativos da prevenção combinada e um vídeo para TV.

A ação faz parte da estratégia de prevenção combinada adotada pelo Ministério da Saúde. O Brasil é um dos primeiros países do mundo a adotar nova estratégia de prevenção contra aids conhecida como “90-90-90”, que corresponde a 90% de pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020. As metas foram adotadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

CAMISINHAS – Nos aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Salvador e Recife serão instalados 34 displays para a retirada de camisinhas. Os equipamentos serão colocados, a partir de 1º de fevereiro, nos banheiros femininos e masculinos destes aeroportos. Inicialmente, os dispensadores serão abastecidos com 195 mil preservativos. Neste ano, além do Carnaval, a campanha será estendida, com adaptações, para festas populares – como São João e outros eventos – durante todo o resto do ano.

Apenas para o período do carnaval, o Ministério da Saúde está distribuindo aos estados de todo país 70 milhões de preservativos. Ao todo, os estados já contam com estoque de 50 milhões de unidades para as ações cotidianas de prevenção, o que inclui o carnaval. O quantitativo de camisinhas é definido com base no consumo médio mensal, além da capacidade de armazenamento e o estoque presente no almoxarifado. Para o estado do Rio de Janeiro foram distribuídos 8 milhões de preservativos. Nos últimos cinco anos, o Ministério da Saúde passou aos estados 2,2 bilhões de preservativos.

http://www.aids.gov.br

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