Aids 2016: Resultados promissores de vacina anti-HIV permitem teste em larga escala

Aids 2016: Resultados promissores de vacina anti-HIV permitem teste em larga escala

Pesquisadores começarão os testes em larga escala para uma vacina do HIV na África do Sul ainda neste ano. Resultados promissores para o combate à doença foram apresentados nesta terça-feira (19) na 21ª conferência internacional sobre a Aids.

Na primeira fase do estudo, chamado HVTN100, um total de 252 pessoas participaram do teste durante 18 meses, na África do Sul. Todos os participantes tinham um risco muito baixo de contrair o HIV. O objetivo desta fase era garantir que a vacina era segura. “Esta foi a precaução para ver se a vacina parece promissora”, disse Linda Gail Bekker, vice-diretora do Centro de HIV Desmond Tutu na Cidade do Cabo, África do Sul, e presidente eleita da Sociedade Internacional de Aids (IAS), que está conduzindo os ensaios de vacinas.

A vacina deriva de um importante teste na Tailândia, em 2009, que foi o primeiro a mostrar alguma proteção contra o HIV, com um índice de 31%. Isso foi o suficiente para deixar os peritos da área animados, depois de anos sem sucesso.

“A pergunta óbvia é: podemos agora replicar esses resultados e melhorá-los com maior amplitude, profundidade e potência?”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, cuja organização patrocina o estudo.

A vacina foi aperfeiçoada para uso nas populações de maior risco da África subsaariana, onde um subtipo diferente do vírus também existe.”Nós injetamos inserções específicas de vírus que chegaram de fora do subcontinente”, disse Gail-Bekker. Um novo componente, conhecido como um auxiliar, também foi introduzido para estimular uma imunidade mais forte.

Critérios foram definidos como índices da sua eficácia provável, incluindo o nível de células T e a resposta de anticorpos para combater o vírus se fossem infectadas.

“O estudo cumpriu todos, isso parece promissor e ele deverá ser lançado”, disse Gail-Bekker. “Queríamos ver um quadro imunológico específico, que poderia sugerir que um teste de grande eficácia seria susceptível de produzir resultados”, disse ela.

“Isto era como o gatilho para que fôssemos ou não adiante”, disse Fauci, “e a resposta é ‘sim’.”

Um estudo em maior escala da vacina vai agora começar com 5.400 pessoas em quatro locais na África do Sul em novembro de 2016 e vai durar três anos. Uma quinta dose da vacina também será aplicada na esperança de uma proteção mais duradoura.

O estudo tailandês mostrou proteção de 60 por cento contra o HIV depois de um ano, mas este número caiu para 31 por cento até o final da experiência. A equipe espera que o novo teste traga os níveis de proteção de volta.

Os especialistas vêm aguardando uma vacina mostrando  eficácia suficiente para diminuir o número de novas pessoas infectadas com o HIV a cada ano, que caiu para 0,7% entre 2005 e 2015, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (19),  e apresentado na conferência.

“Nós esperamos que este possa ser o primeiro regime de vacinação licenciável no mundo”, disse Gail-Bekker. Ela reconheceu que é improvável que isto aconteça apenas como resultado do próximo estudo, mas espera que os resultados forneçam as evidências necessárias para que os fabricantes e os reguladores de vacina levem isso adiante.

“Eu não acho que vamos encontrar o caminho para sair desta epidemia”, acrescentou Bekker. “Vamos precisar, em última análise, de uma vacina para erradicá-la.”

Não é provável que as primeiras vacinas disponibilizadas  proporcionem proteção suficiente para o uso isoladamente, mas em vez disso, será necessário, combiná-las com o auxílio de prevenção, tratamento e intervenções sociais já em uso.

“A vacina ainda é extremamente importante para a epidemia”, disse Sharon Lewin, diretor do Instituto de Infecção e Imunidade Doherty Peter. “Mesmo que tenhamos todas essas opções de prevenção, nada será tão bom como uma vacina.”

A Agência de Notícias da Aids cobre a 21ª Conferência Internacional de Aids, em Durban (África do Sul), com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, da DKT do Brasil e da Jansen Farmacêutica.

Tradução: Mauricio Barreira, da Agência de Notícias da Aids

http://agenciaaids.com.br/

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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