ONU revela que redução dos casos de Aids está abaixo do esperado

ONU revela que redução dos casos de Aids está abaixo do esperado

ONU afirma que avanços no combate à doença podem ser perdidos.
Mais de 36 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV no mundo.

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A ONU divulgou um balanço sobre a epidemia de Aids no mundo e os números são bem preocupantes. De 2010 até 2015, o número de novos casos até caiu, mas caiu muito pouco: de 2,2 milhões para 2,1 milhões, isso em 5 anos. Atualmente, temos mais de 36 milhões de pessoas no mundo todo vivendo com o vírus HIV.

O maior retrocesso no combate à Aids foi no Leste Europeu e na Ásia Central, onde houve um aumento de 57% no número de infecções. Em metade dos casos, esse aumento foi entre pessoas que usam drogas injetáveis. América Latina e Caribe também tiveram aumento de novos casos, aumento de 2%. Pegando especificamente o Brasil, o crescimento do número de casos de pessoas com HIV aumentou em 4%. Esse aumento foi principalmente entre homens que mantêm relações com outros homens.

A ONU esperava acabar com a Aids até 2030, mas diante desses números declarou que a situação é tão grave que, inclusive, todos os avanços no combate à doença até agora, que foram muitos, podem ser perdidos.

Esse estudo revelou que a Aids mata 15 mil pessoas por ano no Brasil. Especialistas alertam que os brasileiros estão falhando na prevenção.

Os dados da Unaids, Programa da Organização das Nações Unidas para o combate à doença, mostram que, em 2010, 43 mil novos casos de Aids foram registrados no Brasil. Em 2015 esse número subiu para 44 mil. O país responde por mais de 40% das novas infecções por Aids na América Latina, segundo a pesquisa.

O estudo revela ainda que aumentou o número de pessoas vivendo com Aids no Brasil. Entre 2010 e 2015, essa população saltou de 700 mil para 830 mil pessoas. O aumento foi de 18%. Hoje, a doença é a causa de 15 mil mortes por ano no país.

Para a Unaids, o Brasil e outros países do continente que viram a epidemia avançar não estão se prevenindo como deveriam, e um infectologista de Salvador concorda. Ele lembra que a incidência tem aumentado entre os jovens, que não viveram a realidade da Aids nos anos 90, quando ainda não havia tratamento com coquetel de medicamentos e a doença era muito mais temida.

“Isso fez com que essa população ficasse menos temerosa do HIV e usasse menos camisinha, menos preservativo. Isso expôs demais essa população e as últimas estatísticas têm mostrado um aumento muito grande”, afirmou o médico infectologista Adriano Oliveira.

Outro dado da pesquisa: apenas 55% dos brasileiros que vivem com Aids hoje recebem o tratamento à base de medicamentos. O professor Moisés Toniolo é um desses pacientes, convive com o vírus há 17 anos graças ao coquetel, mas lembra que isso não pode justificar a falta de cuidado. “’Existe tratamento, mas isso não é uma cura. As pessoas precisam se cuidar e ter, de certa forma, repassar os seus comportamentos, o seu modo de agir com o auto cuidado e o cuidado do outro para que a gente possa conter a epidemia. A gente precisa de um pouco mais de consciência nesse caso”, declarou.

O Ministério da Saúde considera que o número de novos casos de Aids é estável no país, e que o Brasil concentra 40% dos casos da América Latina, porque tem a maior população da região.

O Ministério da Saúde disse também que investe em ações de prevenção, como a distribuição de preservativos e também oferece testagem rápida e o tratamento precoce da doença com coquetéis.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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