Questões de segurança prejudicam luta contra aids, diz Sidibé, diretor do Unaids

Questões de segurança prejudicam luta contra aids, diz Sidibé, diretor do Unaids

A principal autoridade do combate à aids da ONU (Organização das Nações Unidas) alertou nesta terça-feira (17) que a crescente luta contra o terrorismo corre o risco de restringir os orçamentos para os cientistas que esperam erradicar a doença nos próximos anos. Diretor-executivo do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids), Michel Sidibe disse que na medida em que os países investem mais em segurança para combater ameaças como o que chamou de ataques “bárbaros” da semana passada em Paris, o financiamento de pesquisas sobre a aids deve sofrer cortes.

“Existe o medo por causa da crise, a população migrante, todos os problemas de segurança, o terrorismo”, disse à agência AFP durante visita ao Panamá. “Para se concentrar nessas questões, pode ser que realmente alguns recursos de programas sociais e de desenvolvimento tenham de ser deslocados”.

O Unaids e outros organismos estimam que das 314 milhões de pessoas afetadas por  crises humanitárias em todo o mundo, cerca de 1,6 milhões tenham HIV. Sidibé disse que as vítimas de tais crises são ainda mais vulneráveis já que algumas delas interrompem o tratamento da aids quando têm de se deslocar para outros lugares.

Apesar disso, Sidibé afirmou acreditar que em breve o HIV será praticamente eliminado como uma ameaça à saúde pública. “Eu não ficaria surpreso que em,  provavelmente 10, 15 anos, tenhamos uma cura funcional ou vacina.”

Mas a ONU alerta para o fato de que, a fim de eliminar a epidemia até 2030, serão necessários 32 bilhões de dólares ao longo dos próximos quatro anos. “O maior entrave, para ser honesto, que temos hoje para chegarmos a uma vacina, é que nós estamos vendo uma redução dos fundos de pesquisa”, lamentou Sidibé.

“Todas as vezes em que o mundo enfrentou problemas de segurança, as prioridades se voltaram para tentar resolver essas questões. Infelizmente, o impacto implícito é que investimentos e atenção que deveriam ir para os setores sociais, especialmente saúde e educação, serão reduzidos, e precisamos garantir que isso não aconteça.”

Fonte : “Zero Hora” http://agenciaaids.com.br/

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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