Congressos na Paraíba: Drogas, segurança e saúde são temas de oficina pré-evento

Congressos na Paraíba: Drogas, segurança e saúde são temas de oficina pré-evento

Numa iniciativa da Unodoc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do DDAHV (Departamento de HIV/Aids e Hepatites Virais) do Ministério da Saúde, aconteceu nesta terça-feira (17)  uma oficina destinada a dialogar sobre a aplicação da lei em contextos de uso de drogas e o acesso à promoção de diagnóstico, prevenção e cuidado do HIV. Divididos em dois blocos, discutiu-se o uso de drogas na perspectiva da segurança pública e da saúde.

O coronel PM Robson Rodrigues, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, chamou a atenção do público ao se afirmar que “a política de drogas atual é um fracasso”. Para o militar, é preciso uma revisão do modelo de cuidado e ampliar a discussão sobre a descriminalização do uso de drogas na sociedade.

Segundo Robson Rodrigues, o policial tem um nível de desgaste na saúde mental acima da média da população pela carga de exigência que lhes é devida e pelo formato de repressão que lhes é incutido desde a formação. Rodrigues, que também é antropólogo, afirmou que o Brasil é o maior produtor de armas de pequeno porte no mundo. E que o acesso facilitado, gerador de violência urbana, deveria ser combatido com mais intensidade pelo Estado.

A professora Andrea Gallassi da UNB (Universidade de Brasília) destacou a campanha pela redução do uso do tabaco como um exemplo a inspirar o controle de drogas. “Reduzindo os locais de uso, criando um entorno de atenção e utilizando recursos midiáticos se consegue uma redução gradativa de um produto totalmente acessível”, explicou.

Os dados de diagnóstico do HIV entre “ populações- chave” acessadas pelo Projeto de testagem de fluido oral, realizado por ONGs, foi destacado pela assessora do DDAHV, Ana Ferraz. Segundo ela, o que tem se destacado é  “poliuso, ou seja, a soma de álcool e outras drogas numa mesma oportunidade, o que obriga a pensar alternativas de intervenção mais direcionadas.

Representando o movimento social que trabalha com o tema, Celi Cavallari (Reduc) e Liandro Lindner (Aborda) exploraram questões relacionadas ao histórico da redução de danos no Brasil, destacando a participação da sociedade civil e os desafios que o conservadorismo traz ao desenvolvimento de políticas inclusivas da população usuária de drogas.

Manual para forças policiais

Ao final da atividade, Nara Santos, oficial de programa da Unodc, anunciou a elaboração de um material direcionado às forças policiais e operadores do direito de modo a ampliar o debate nestes dois campos sobre HIV e redução de danos.

Segundo ela, a iniciativa já ocorreu em diversos locais do mundo e serviu para aproximação entre profissionais de segurança pública e saúde e populações vulneráveis. No entanto, a versão brasileira terá que ser adaptada àrealidade do país. “ Em vários países, o uso de drogas injetáveis é um dado importante, o que não ocorre no Brasil. Por isso, as adaptações irão além da tradução para o português.”

O material deverá conter informações sobre cuidados, prevenção, testagem e tratamento do HIV além de abordagens de redução de danos no uso de drogas e outros temas sintonizados com a necessidade e a realidade local.

Liandro Lindner, de João Pessoa (PB) – especial para a Agência de Noticias da Aids

http://agenciaaids.com.br/

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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