Pacientes com vírus da aids sofrem para conseguir remédios em Fortaleza

Pacientes com vírus da aids sofrem para conseguir remédios em Fortaleza

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Mais uma vez, pacientes em tratamento contra aids vêm sofrendo com a distribuição irregular de remédios no hospital de referência em Fortaleza (CE), o Hospital São José. Entre os medicamentos em falta estão antibióticos que ajudam a combater outras doenças.

Depois de mais uma consulta de rotina, uma mulher vivendo com HIV vai voltar para casa sem os remédios que evitam o agravamento da doença.

“Está faltando, faltam dois medicamentos dela, toda vez que a gente vem nunca tem, aí fica difícil, porque a gente não pode comprar porque é caro demais, queixa-se a doméstica Camila Barbosa, irmã da paciente.

O hospital onde ela foi atendida é referência no tratamento de doenças infecciosas, principalmente da aids.

As pessoas que vão para o Hospital São José, geralmente, estão em situação mais complicada. São pacientes que, além dos antirretrovirais, também precisam de outros medicamentos para conter as chamadas infecções oportunistas, comuns em pessoas que estão com a imunidade baixa. Mas, segundo médicos e pacientes, nas últimas semanas o hospital está sem parte desses medicamentos.

São antibióticos distribuídos pelo estado aos pacientes já cadastrados no programa de tratamento contra HIV.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Érico Arruda, em uma lista de 34 remédios, 14 não estão sendo entregues com regularidade, como a sulfadiazina – justamente o remédio que a paciente mostrada no início da reportagem precisa.

“São antibióticos, alguns vendidos em farmácias, mas a maioria com alguma dificuldade de se encontrar por serem medicamentos utilizados para uma especificidade de uma doença, e quando encontrados, são caros, o que dificulta que uma população pobre consiga alcançá-los em uma farmácia privada, ele precisa estar no sistema público”, explica Érico.

Ainda segundo o médico, dos 4 mil pacientes que fazem tratamento contra a aids no hospital, mil estão prejudicados pela falta dos remédios. E muitos acabam sendo internados. É o caso do filho da dona de casa Maria de Fátima Rabelo, que ficou 20 dias sem tomar um antibiótico e acabou voltando para o hospital.

“Agora ele está bem melhor porque está nos cuidados médicos. Se caso Deus defenda eu levar de novo ele para casa e faltar de novo esse remédio? ”, diz a mãe.

O Ministério da Saúde informou que os medicamentos mostrados na reportagem são de responsabilidade dos estados e municípios.

A Secretaria de Saúde do Ceará disse que está regularizando a situação.

http://agenciaaids.com.br/

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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