Próximos 5 anos serão cruciais para evitar salto da aids

Próximos 5 anos serão cruciais para evitar salto da aids

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Foto: iStock

Os próximos cinco anos serão cruciais para evitar um salto da epidemia de aids favorecido por altas taxas de infecção e um rápido crescimento da população mundial – alertaram especialistas nesta quinta-feira (25).

“O cinco anos que estão por vir oferecerão uma oportunidade frágil para acelerar a resposta à epidemia de aids e colocar um termo de hoje até 2030″, segundo Michel Sidibé, diretor-geral da Unaids (programa das Nações Unidas).”Se não fizermos isso, as consequências humanas e financeiras serão catastróficas”, ressaltou.

Um relatório, feito pela  Unaids e pela revista médica The Lancet, com o apoio de grandes figuras da luta contra a aids, pede que a doença seja tratada com alta prioridade nos objetivos de desenvolvimento da ONU após 2015.

O documento aponta boas notícias, a começar pelo advento em 1996 dos medicamentos antirretrovirais que, sem curar a doença, salvaram vidas ao permitirem controlar a infecção.

“De 2001 a 2013, a incidência anual de infecções por HIV diminuiu 38%, de 3,4 milhões em 2001 para 2,1 milhões em 2013”. Em crianças entre 2002 e 2013, ela “caiu 58%, com 240 mil novas infecções em 2013, contra 580 mil em 2002”, observou o relatório.

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Especialistas afirmam que próximos cinco anos são fundamentais para frear alta da epidemia de aids (imagem ilustrativa)

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Na África do Sul, um dos países mais afetados, a expectativa média de vida aumentou em 2005 pela primeira vez desde 1997.

Em 2013, cerca de 1,5 milhões de pessoas morreram de causas relacionadas com a aids, mais de 10 milhões ainda não tinham começado a terapia antirretroviral e, das 35 milhões que vivem com o vírus HIV, 19 milhões não sabem que foram infectadas.

Com o crescimento da população mundial, o número de jovens que se tornam sexualmente ativos aumenta e isso coloca em risco a meta de eliminar a aids enquanto ameaça para a saúde pública em 2030.

“Estender o acesso sustentável ao tratamento é essencial”, afirmou Peter Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e predecessor Sidibé à frente da Unaids.

“Precisamos também revitalizar os esforços de prevenção, especialmente entre as populações mais vulneráveis, eliminando a discriminação legal e social”, acrescentou.

O relatório também insiste sobre o financiamento.

“Será preciso 36 bilhões de dólares a cada ano para atingir a meta das Nações Unidas até 2030”, apontou o relatório, enquanto o esforço atual é de cerca de 19 bilhões de dólares (cerca de 60 bilhões de reais) por ano.

Nos países pobres da África, duramente atingidos, a luta contra a aids exigirá até 2,1% do produto interno bruto (PIB) por ano e pelo menos um terço das despesas de saúde do governo e um “apoio internacional” será “necessário por muitos anos pela frente”.

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Próximos cinco anos serão cruciais para evitar salto da epidemia de aids

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O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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