Mundo detém a Aids e fixa um novo objetivo: erradicá-la em 2030

Mundo detém a Aids e fixa um novo objetivo: erradicá-la em 2030

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o mundo alcançou seu sexto Objetivo do Milênio em 2015, o de ter detido e reduzido a propagação da vírus da Aids, e agora será fixada outra meta mais ambiciosa para os próximos 15 anos: erradicar o vírus em 2030.

 

 Segundo o relatório da agência das Nações Unidas contra a Aids (Unaids) intitulado: “Como a Aids mudou tudo”, que recopila as conquistas e fixa as prioridades para a luta contra o vírus do HIV nos próximos anos, “a epidemia se deteve”.

Em 2014, 84 países, que representam 83% de toda a população que vive com HIV (37 milhões em nível mundial), parou o avanço ou deteve a epidemia, incluindo alguns dos países mais afetados, como Índia, Quênia, Moçambique, África do Sul e Zimbábue.

“Um novo objetivo está agora perante nós: pôr fim à epidemia da Aids em 2030”, declarou o chefe das Nações Unidas, que nesta terça-feira apresentará em Adis-Abeba o balanço e os desafios da luta mundial contra a doença.

Entre as conquistas alcançadas nesta etapa destaca-se a redução das novas infecções por HIV em 35%, ao passar de 3,1 milhões de contágios em 2001 a dois em 2014, e das mortes relacionadas com a Aids, que caíram 41%.

Os novos casos caíram especialmente entre as crianças, até 58%, e que em breve deixarão de contrair a doença, sustenta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

A epidemia se deteve em 22 países, e caiu 20% em 62 Estados, embora tenha aumentado 20% em outros 56.

A incidência da Aids entre os jovens caiu 37%, enquanto 73% das mulheres grávidas soropositivos recebem tratamento para não infectar seus filhos, rede de transmissão que Cuba foi o primeiro país a eliminar.

Enquanto no ano 2000 menos de 700 mil pessoas recebiam tratamento contra a Aids, hoje em dia, cerca de 15 milhões de pessoas têm acesso a retrovirais.

Precisamente, outra conquista deste Objetivo do Milênio foi a redução do preço destes remédios, que passaram de US$ 10 mil por ano em 2000 a menos de US$ 100 uma década depois.

Além disso, foi possível estabilizar o número de crianças órfãs por causa da Aids em cerca de 14 milhões, número que teria alcançado os 22 milhões sem a expansão dos retrovirais.

“Graças à resiliência e o grande sentido da comunidade na África, 95% das crianças órfãs são cuidadas por parentes ou vizinhos”, acrescenta o relatório.

Todos os países do continente, que continua sendo o de maior prevalência do vírus com 25,8 milhões de soropositivos (70% de todos os doentes do mundo), deram prioridade à luta contra a Aids em suas políticas públicas.

Embora 80% dos doentes se concentrem em 20 países, a epidemia mantém dimensões globais e afeta principalmente os homens que praticam sexo com outros homens (330 mil novos casos em 2013), que injetam drogas (110 mil) e que exercem a prostituição (70 mil).No relatório, a ONU esboça as prioridades que deveriam levar à extinção do HIV, que matou 39 milhões de pessoas durante sua história e 1,2 milhão em 2014.

Para conseguir a erradicação em 2030, será necessário alcançar o “95%95%95%”: que 95% dos soropositivos conheçam sua condição, que 95% deles recebam tratamento, e que 95% dos mesmos suprimam sua carga viral.

Aumentar os programas de prevenção, mobilizar os doentes, eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, educar e fomentar a independência econômica de mulheres e adolescentes, terminar com a discriminação com os soropositivos e avançar na pesquisa médica são grandes passos que poderiam levar à extinção da Aids nos próximos 15 anos.

YO PROTEJO LA META ROJO

http://saude.terra.com.br/

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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