Cerca de 40% das grávidas não fazem teste de HIV

Cerca de 40% das grávidas não fazem teste de HIV, alerta portal O Dia

Um problema já conhecido pela população volta a preocupar médicos de todo o país. Cerca de 730 mil pessoas vivem com HIV e aids hoje no Brasil, sendo diagnosticados em torno de 20,4 casos a cada 100 mil habitantes. O aumento da doença chega a 50% entre os jovens com idade de 15 e 24 anos.

As notificações de casos de aids entre as jovens gestantes também aumentaram expressivamente, nos últimos sete anos, fazendo com que maternidades públicas e privadas busquem ações para alertar adolescentes da importância de usar preservativo nas relações sexuais.

Para o ginecologista e obstetra, David Batista, houve um aumento absurdo dos casos de aids entre os jovens nos últimos anos pelo início precoce da vida sexual. “O principal motivo desse aumento é o comportamento sexual dos jovens. As jovens iniciam a vida sexual cedo, sem buscar um especialista para saber os métodos contraceptivos e acabam adquirindo alguma doença ou engravidando logo nas primeiras relações. Aids para os jovens é uma doença que basta tomar um remédio e logo ficam bons. Porém, essa é uma doença grave, que vai tomar remédio pelo resto da vida”, alertou o especialista.

Para as jovens que estão gestantes o problema é ainda maior, podendo haver o contágio entre a mãe e o recém nascido. “Muitos obstetras não solicitam os exames necessários para detectar a aids logo nas primeiras semana. A testagem é recomendada no 1º e 3º trimestre da gestação. O nosso maior desafio na erradicação da transmissão vertical é ampliar o diagnóstico de HIV em gestantes. Mais de 90% das grávidas atendidas chegam a fazer pré- -natal, mas somente 60% passam pela testagem que detecta o vírus”, explicou o ginecologista.

Hoje, pelo menos 10.194 crianças brasileiras com idade até 5 anos foram infectadas pelo vírus em decorrência da transmissão vertical. A estimativa é de que até 12 mil gestantes de um total de 2,5 milhões por ano apresentem o HIV, somando mulheres diagnosticadas e não diagnosticadas.

David lembra que o tratamento de mulheres grávidas soropositivas não apenas as mantém vivas e em boa saúde, como também evita que seus bebês adquiram o HIV durante a gravidez, o parto e o período de amamentação. “Ademais, o tratamento pode impedir a transmissão sexual do HIV por uma mulher soropositiva a um parceiro soronegativo”, disse. A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, por meio do leite materno.

Fonte : Portal O Dia

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s