Brasil tem 718 mil pessoas infectadas pelo HIV; cerca de 150 mil não sabem que têm o vírus

Brasil tem 718 mil pessoas infectadas pelo HIV; cerca de 150 mil não sabem que têm o vírus

http://agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=21664

Em evento no Rio de Janeiro, diretor Fábio Mesquita divulgou dados do novo boletim epidemiológico de DST/Aids 

01/12/2013 – 13h30

O Brasil possui cerca de 718 mil pessoas vivendo com o HIV. Destas, 150 mil não sabem de sua sorologia. Pensando nisso, a campanha de 2013 do Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado neste 1° de dezembro, tem como lema o incentivo ao diagnóstico precoce da doença. Com o lema “Para viver melhor, é preciso saber”, a campanha foi divulgada em cerimônia no Rio de Janeiro, que contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“O objetivo da campanha é fazer as pessoas saberem o diagnóstico e demonstrar que hoje temos tecnologia capaz de fazer que essa pessoa tenha uma melhor qualidade de vida”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Além do público geral, a campanha tem materiais específicos para jovens gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e profissionais da saúde, com o objetivo de incentivá-los a pedir o teste de HIV.

A campanha para incentivar o diagnóstico precoce vem junto com o anúncio do novo protocolo clínico para tratamento de pessoas com HIV, anunciado pelo Ministério no mesmo evento e que passa a valer a partir desta segunda-feira. O novo protocolo determina que o tratamnto antirretroviral pode começar a partir do momento em que uma pessoa é detectada com HIV, sem depender de sua carga viral e da sua contagem de células de defesa CD4.

Para as autoridades presentes, a medida é uma revolução e mostra que o Brasil continua na liderança da luta global contra a epidemia. “É uma mudança que pode mudar a historia da epidemia no Brasil em pouco tempo”, disse Jarbas Barbosa. “Além de melhorar a qualidade de vida do portador, ainda tem um impacto na transmissão do HIV”, acrescentou o secretário.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que, na prática, o Brasil é o primeiro a implementar a medida para a população de forma gratuita. “O Brasil está mandando o recado de que é possível sim vencer a luta contra aids”, disse.

Na cerimônia, autoridades mundiais mandaram recados em vídeo parabenizando o Brasil pela iniciativa. Entre eles, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/aids (Unaids), Michel Sidibé; e Júlio Montaner, um dos maiores pesquisadores em aids do mundo.

(à esquerda, a campanha de 2013 do Ministério da Saúde)

Epidemia no Brasil

Coube ao Diretor do Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde divulgar alguns dos dados presentes no Boletim Epidemiológico de 2013, com dados referentes a 2012, lançado no mesmo evento.

Conforme o anunciado, a taxa de detecção do HIV se mantém estável na população, com números por volta de 20,2 casos a cada 100 mil habitantes. No entanto, no Sudeste estes número vêm apresentando queda, ao passo que sobem na região Norte e especialmente no Sul. Em 2012 foram registrados 39.185 casos novos da doença.

Da estimativa de 718 mil pessoas vivendo com HIV no país, 313 mil delas estão em tratamento antirretroviral.

Outros anúncios

Os altos índices da epidemia no Rio Grande do Sul não passaram despercebidos. Em uma vídeoconferência, o estado selou um acordo com o Ministério da Saúde para combater a epidemia, que se encontra numa situação diferenciada no Rio Grande do Sul (o estado tem prevalência de 2% de HIV na população, o que se caracteriza como epidemia generalizada). No Rio Grande do Sul, o Brasil implantará, pela primeira vez, a Profilaxia Pré-exposição (PreP) em grupos mais vulneráveis, como gays, travestis e profissionais do sexo. Estas populações receberão os medicamentos antirretrovirais antes de terem contato com o vírus HIV, para evitar uma possível infecção.

Além disso, o Rio Grande do Sul e o Amazonas serão os primeiros estados a receber a pílula 3 em 1, que concentra em um único comprimido três mdicamentos diferentes. A previsão é que a distribuição comece em fevereiro de 2014 e que, caso seja bem sucedida, a iniciativa seja expandida para o resto do país até o fim do primeiro semestre do ano que vem.

“Escolhemos o Rio Grande do Sul porque é o estado com maior prevalência dos casos de aids e o amazonas porque o com a maior mortalidade proporcionalmente a seus casos”, explicou Alexandre Padilha durante o evento.

Também foi divulgada a descentralização da Profilaxia Pós-exposição (PEP). O coquetel de remédios, que pode evitar a infecção de uma pessoa que já entrou em contato com o vírus, atualmente é ofertado nos serviços especializados de aids e a ideia do Ministério é expandir para toda a rede básica de saúde, a fim de aumentar e agilizar o acesso a ele.

“No entanto, nenhuma dessas medidas vai ser efetiva se não combatermos o preconceito”, disse Alexandre Padilha. O ministro afirmou que vencer o estigma é a coisa mais importante a se fazer no 1° de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

Além das autoridades e ativistas presentes. também participaram da cerimônia diversos artistas como Giovana Lancelotti, Thierry Figueira, Gustavo Leão e Juliana Knust. “A presença deles é fundamental, pois se tem uma coisa que temos que fazer é falar com os jovens, e eles fazem isso de uma maneira que nós não conseguimos”, comentou Padilha.

Nana Soares

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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