Pessoas empregadas dão mais continuidade a tratamento do HIV, diz estudo do OIT

Pessoas empregadas dão mais continuidade a tratamento do HIV, diz estudo do OIT 

http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=21646

As pessoas que vivem HIV e que trabalham têm quase 40% mais probabilidades de cumprir com o tratamento do vírus do que as que estão desempregadas, sustenta um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado às vésperas do Dia Mundial de Luta contra a Aids.

O relatório – denominado “O impacto do tratamento do HIV sobre o emprego” – analisa os resultados de 23 estudos que abarcam mais de 6.500 casos sobre a relação entre emprego e tratamento do HIV. A análise foi complementada por uma série de pesquisas e entrevistas telefônicas realizadas pela OIT.

O estudo encontrou evidências de que as pessoas que vivem com HIV continuam o tratamento com maior êxito quando têm um emprego do que quando não têm. Isso se deve principalmente ao fato de que dispõem de recursos econômicos para pagar pelos serviços de saúde, os medicamentos e o apoio necessário e que podem ter uma alimentação adequada.

“Embora o acesso ao tratamento tenha aumentado de maneira drástica nos últimos anos, garantir que as pessoas que vivem com o HIV consigam seguir os regimes de tratamento continua sendo um desafio. Conclui-se claramente do relatório que o emprego e, geralmente, o papel do local de trabalho são vitais para alcançar o objetivo de oferecer acesso ao tratamento a 15 milhões de pessoas que vivem com HIV em 2015”, disse Alice Ouédraogo, diretora do programa de aids da OIT.

O impacto do desemprego

O relatório apresenta conclusões de países de baixa, média e alta renda da África, Ásia e América do Norte. Constata que o desemprego, particularmente nos países de média e baixa renda, afeta a capacidade das pessoas de ter acesso ao tratamento, o que pode causar interrupções, baixa a redução da carga viral e, por último, o fracasso do tratamento.

Além disso, o desemprego pode dar lugar à depressão e a condutas e situações que são comprovadamente fatores da falta de cumprimento, inclusive um cuidado pessoal insuficiente, abuso de substâncias nocivas, perda da residência e, em alguns casos, atividade criminosa que pode conduzir à prisão.

As mulheres têm mais probabilidade de ter acesso às terapias antirretrovirais (ARV) na maioria das regiões do mundo, sobretudo nas zonas com alta prevalência do HIV. Como resultado, o cumprimento do tratamento é geralmente mais alto entre as mulheres.

No entanto, o emprego é um fator determinante para ajudar os homens a seguir os regimes terapêuticos, já que têm maior segurança financeira e alimentar e podem ter acesso aos serviços de tratamento nos locais de trabalho.

As pessoas que vivem com HIV e que ocupam um trabalho informal tendem a enfrentar dificuldades para seguir os regimes de tratamento. Uma mulher que vive com HIV entrevistada para o estudo declarou: “É menos provável que os trabalhadores do setor informal ou de pequenas e médias empresas que não estão cobertos por seguros ou apólices de saúde cumpram com a terapia porque seu salário não é suficientemente alto ou não o recebem regularmente”.

Em alguns países, como os Estados Unidos, onde existem redes de seguridade para oferecer ajuda econômica às pessoas que vivem com HIV, o impacto do desemprego no cumprimento do tratamento é menos grave. Mas também ficou comprovado que o estigma afeta aos que têm emprego.

Alguns trabalhadores não revelam seu estado sorológico porque têm medo da estigmatização e, portanto, não pedem acesso à terapia de tratamento, enquanto que outros não tomam os medicamentos por temor de que os colegas vejam.

Garantia de acesso ao tratamento

Atualmente, somente 34% das mais de 28 milhões de pessoas que cumprem com os requisitos para receber o tratamento nos países de baixa e média renda têm acesso ao mesmo, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, a UNAIDS estima que cerca da metade do total de pessoas que vivem com HIV no mundo não conhecem seu estado e, portanto, não têm acesso ao tratamento.

Através de uma iniciativa conjunta – a VCT@WORK –, a OIT e a UNAIDS reuniram esforços para aumentar o número de trabalhadores que conhecem seu estado sorológico e possam ter acesso ao tratamento.

O objetivo é proporcionar a 5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras acesso a provas e assessoria voluntárias e confidenciais até 2015 e garantir que as pessoas que sejam soropositivas sejam enviadas a serviços de tratamento, atenção e apoio, caso seja necessário.

Já foram alcançados progressos: 1,6 milhão de pessoas iniciaram o tratamento do HIV pela primeira vez em 2012, a cifra mais alta registrada em somente um ano.

O relatório formula diversas recomendações específicas para ajudar a melhorar o cumprimento da terapia, como priorizar ações que favorecem a independência econômica das pessoas que vivem com HIV e melhorar os esforços em nível nacional para elaborar novas políticas de luta contra a discriminação, bem como reforçar as leis anti-discriminatórias existentes no local de trabalho.

O documento sugere também ações como oferecer os incentivos diretos para seguir com o tratamento ARV, como distribuição de alimentos e ajuda econômica; aumentar as horas de atendimento dos serviços sanitários que oferecem tratamento ARV para permitir a ampliação do acesso; e oferecer maior flexibilidade por parte dos empregadores para as pessoas que vivem com HIV e que necessitam modificar suas condições de trabalho.

A OIT pede ainda aos governos que fortaleçam os sistemas de saúde, incluindo medidas para a formação e a retenção do pessoal de saúde e garantir a sustentabilidade do fornecimento do tratamento. Outra recomendação é a garantia de que os sistemas de proteção social respondam às necessidades das pessoas que vivem com HIV, proporcionando-lhes o apoio necessário para que cumpram o tratamento.

Fonte: ONU Brasil 

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Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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