AIDS 2012: futuro do combate à Aids depende de liderança e responsabilidade

AIDS 2012: futuro do combate à Aids depende de liderança e responsabilidade

Annie Lennox, usando uma camiseta com os dizeres HIV Positive, posa com três homens (AP Images)Annie Lennox, o senador John Kerry, o diretor da UNAIDS, Michel Sidibé, e Elton John tiveram um encontro durante a XIX Conferência Internacional de Aids

Washington − O movimento internacional para vencer a epidemia de Aids teve mais êxito nos últimos dez anos do que se imaginaria ser possível em 2002. Oito milhões de pessoas no mundo todo estão recebendo tratamento vital para controlar a infecção por HIV e evitar o desenvolvimento da Aids. Milhões de outras pessoas necessitam de tratamento enquanto governos do mundo todo desenvolvem estratégias sobre como manter e ampliar a população que hoje recebe tratamento.

O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária e o Plano de Emergência do Presidente para Combate à Aids (Pepfar) são duas das principais fontes de recursos para medicamentos, tratamento, cuidados e apoio que estão salvando a vida de portadores de HIV. Mas cerca de outros 7 milhões de pessoas são candidatas ao tratamento e ainda não o receberam. A questão que se apresenta agora aos planejadores internacionais de saúde é se o tratamento pode ser expandido e se pode ser mantido.

“Podemos ter cobertura universal, podemos ter sustentabilidade”, afirmou Gabriel Jaramillo, gerente-geral do Fundo Global, ao participar de uma mesa-redonda em 26 de julho, analisando necessidades e custos futuros.

A mesa-redonda foi formada na XIX Conferência Internacional de Aids realizada em Washington de 22 a 27 de julho.

Um indicador importante de como os recursos para a Aids poderiam ser ampliados nos próximos anos veio antes do início da conferência. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) divulgou dados em 18 de julho comprovando que países de renda baixa e média tinham destinado US$ 8,6 bilhões para enfrentar a epidemia em 2011, ultrapassando pela primeira vez as quantias fornecidas por organizações e nações doadoras internacionais.

Participante da mesma mesa-redonda com Jaramillo, o embaixador Eric Goosby, coordenador das atividades globais de combate à Aids nos EUA, disse que investimentos financeiros dos países afetados serão cruciais para o sucesso futuro.

“Para conseguir uma resposta duradoura ao HIV, à tuberculose e à malária, tanto os países doadores quanto os países beneficiários devem manter o compromisso político e financeiro com a iniciativa”, disse Goosby.

O embaixador disse ainda que países muito afetados necessitam desenvolver estratégias bem definidas de combate à epidemia para demonstrar sua responsabilidade e capacidade de enfrentar a crise. A manutenção da transparência sobre como são gastos os recursos para o combate à Aids e a colaboração entre iniciativas locais e internacionais também são importantes, declarou.

Segundo o embaixador, com esforços coordenados e visão unificada, as iniciativas combinadas de órgãos internacionais e governos locais podem reduzir o custo do tratamento e ao mesmo tempo ajudar mais pessoas.

“Nesta época de restrições financeiras globais, é mais importante do que nunca trabalharmos com vistas a uma resposta conjunta para salvar o maior número de vidas possível”, afirmou Goosby.

A Etiópia fez um “trabalho extraordinário”, declarou Jaramillo, no modo como colaboraram com doadores internacionais para descobrir uma estratégia local com o objetivo de melhorar os tratamentos de saúde. Segundo ele, aproveitando os recursos fornecidos tanto pelo Pepfar quanto pelo Fundo Global, a Etiópia estendeu o tratamento a pessoas com HIV/Aids e construiu um sistema de tratamento de saúde que agora abrange 92% da população do país.

“A mortalidade por HIV diminuiu 50% na Etiópia”, informou Jaramillo. “As mortes por malária foram reduzidas em 40%, e a mortalidade por tuberculose diminuiu 32%.”

O embaixador Goosby disse que os Estados Unidos aplaudem as recentes reformas instituídas pelo Fundo Global para dar mais eficácia e eficiência à distribuição de recursos.

Cerca de 23 mil delegados de mais de 190 países estiveram presentes na conferência sobre a Aids, que durou uma semana em Washington, participando de inúmeros workshops, palestras e debates sobre sua missão para conter a epidemia de Aids e reduzir o sofrimento que causa a portadores de HIV/Aids, familiares e comunidades.

A conferência foi uma oportunidade para o governo Obama obter apoio à sua meta de criar uma geração livre da Aids nos próximos anos por meio do tratamento da doença e da prevenção de sua disseminação.

Read more: http://iipdigital.usembassy.gov/st/portuguese/article/2012/08/2012080180018.html#ixzz2Qvi5tMZP

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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