Prefeitura tem dívida de R$ 1,5 milhão acumulada em 18 meses com o SMH

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Prefeitura tem dívida de R$ 1,5 milhão acumulada em 18 meses com o SMH

SEXTA, 28 DEZEMBRO 2012 16:04

A crise na área de saúde pode ser ainda mais séria do que parece. Ontem, às vésperas do fechamento da Casa Providência, e em meio ao caos provocado pela superlotação do Hospital Alcides Carneiro – principalmente do setor de maternidade – a direção do Hospital SMH – Beneficência Portuguesa confirmou a existência de uma dívida que chega a R$ 1,5 milhão. O débito é referente ao socorro prestado nos últimos 18 meses a 30 pacientes encaminhados através de liminar da justiça. Segundo o diretor geral da unidade de saúde, até hoje, o único acerto feito pelo governo municipal foi realizado na última quinta-feira, dia 27 de dezembro, e referia-se apenas a uma internação no valor de R$ 11.730,74, que ocorreu em 26 de julho de 2011.

Em nota oficial encaminhada à imprensa ontem, a direção do SMH informou que “diante dos altos valores e do não repasse por parte da prefeitura, o hospital – que não recebe nenhum tipo de subsídio seja em esfera municipal, estadual ou federal e paga seus impostos de maneira integral – se vê obrigado a fazer dívidas em bancos e chega também a uma situação limite”.

No texto, há referência ao encerramento dos atendimentos no hospital Casa Providência, que fecha as portas na próxima segunda-feira e críticas ao caos no sistema de saúde. Na nota, a direção diz que o SMH lamenta o fechamento da Casa Providência e “teme pelas consequências trazidas para a população e a saúde em geral”. “A situação atual da saúde pública em Petrópolis preocupa pela total ausência de infraestrutura e condições de trabalho oferecidas aos médicos, o que leva os pacientes a permanecer sem atendimento ou a recorrer à justiça, que através de liminares obriga os hospitais particulares a fornecerem o tratamento necessário, fazendo com que estes entrem em colapso e fechem suas portas, como é o caso da Casa Providência”, alerta a direção do SMH.

A nota oficial do hospital termina com um claro recado ao prefeito eleito Rubens Bomtempo e ao novo secretário municipal de Saúde, André Sá Earp, que assume o cargo no dia 1º de janeiro: “A direção do SMH segue aguardando um posicionamento do governo e espera que este cumpra com suas obrigações para com a sociedade, os médicos e a cidade, que tanto precisa de investimentos na área”.

Confira nota oficial na íntegra.

O Hospital SMH – Beneficência Portuguesa lamenta o fechamento do hospital Casa Providência, previsto para o dia 31, e teme pelas consequências trazidas para a população e a saúde em geral. A situação atual da saúde pública em Petrópolis preocupa pela total ausência de infraestrutura e condições de trabalho oferecidas aos médicos, o que leva os pacientes a permanecer sem atendimento ou a recorrer à justiça, que através de liminares obriga os hospitais particulares a fornecer o tratamento necessário, fazendo com que estes entrem em colapso e fechem suas portas, como é o caso da Casa Providência.

Em um ano e meio o Hospital SMH prestou socorro a 30 pacientes encaminhados através de liminar da justiça – que sempre foram cumpridas – gerando um custo de R$ 1,5 milhão, aproximadamente. Até hoje, o único acerto feito pelo governo municipal – realizado nesta quinta-feira (27/12) – foi referente a uma internação no valor de R$ 11.730,74 que ocorreu em 26 de julho de 2011. Diante dos altos valores e do não repasse por parte da prefeitura, o hospital – que não recebe nenhum tipo de subsídio seja em esfera municipal, estadual ou federal e paga seus impostos de maneira integral – se vê obrigado a fazer dívidas em bancos e chega também a uma situação limite.

A direção do SMH segue aguardando um posicionamento do governo e espera que este cumpra com suas obrigações para com a sociedade, os médicos e a cidade, que tanto precisa de investimentos na área.

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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