Dom Gregório é o novo Bispo de Petrópolis

Dom Gregório é o novo Bispo de Petrópolis

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SEGUNDA, 17 DEZEMBRO 2012 14:07
Posse de Dom Gregório levou muitos fiéis à Catedral neste domingo (16) / Foto: Divulgação

A Catedral São Pedro de Alcântara está em festa, pois ontem (16) tomou posse como o quinto bispo titular da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, 48 anos. Um sergipano, da cidade de Aracaju, que, aos 19 anos ingressou no Mosteiro de São Bento da Bahia, vindo para o Rio de Janeiro em 1987 para estudar Filosofia e Teologia, onde se destacou pela dedicação aos estudos e à oração.

Ao ser citado por muitos amigos e confrades, Dom Gregório Paixão é lembrado como um homem de oração e ativo, de realizações. Recentemente, Dom Roberto Lopes (OSB), ao presidir a missa em Magé na Comunidade Católica Servos da Divina Misericórdia, falou sobre a posse de Dom Gregório, frisando que “Petrópolis vai se apaixonar por ele ser um homem dinâmico e será uma bênção de Deus para a Diocese”.

A solenidade de posse na Catedral foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias e cocelebrada por diversos bispos e padres, tanto da diocese quanto de outras regiões do país, principalmente da Bahia e do Rio de Janeiro. O administrador diocesano, Monsenhor Paulo Daher, juntamente com o Colégio de Consultores, apresentou a Bula Pontifícia do Papa Bento XVI nomeando D. Gregório Paixão, Bispo de Petrópolis, cuja posse canônica foi dada pelo arcebispo metropolitano de Niterói. Em sua primeira mensagem à Diocese, Dom Gregório disse que ao tomar conhecimento da sua nomeação seu coração se encheu de alegria pelo chamado para o ministério de pastorear a Igreja de Jesus Cristo de Petrópolis. Após se dirigir aos sacerdotes, religiosos e religiosas e aos leigos, Dom Gregório dirigiu uma palavra aos mais necessitados.

“Minha palavra especial se dirige aos mais empobrecidos, doentes, desempregados, sofredores, sem teto e marginalizados. Para eles recordo a palavra de Jesus, mostrando-nos os sinais da alegria do novo Reino implantado: “…os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem… e o Evangelho é anunciado aos pobres” (Mt 11,5). Não medirei esforços para trabalhar, junto com os que sonham com um mundo fraterno e solidário, para que nenhum homem e mulher de nossa Diocese se sinta rejeitado, esquecido ou durma com fome. Saúdo, com especial carinho, as crianças, os adolescentes e os jovens, que são a alegria e a esperança de nossa Igreja”.

Dom Gregório ainda dirigiu uma palavra aos dirigentes de outras igrejas: “Aos irmãos cristãos de outras igrejas e denominações saúdo com o afeto e a oração de Jesus: “A fim de que todos sejam um… para que o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17,21). Cumprimento, ainda, todas as pessoas que professam a existência de Deus e a todos os homens e mulheres de boa vontade que desejam construir, conosco, um mundo de justiça e de paz”.

Perfil de Dom Gregório

Dom Gregório Paixão nasceu em Aracaju (Sergipe) em 3 de novembro de 1964. Ingressou no Mosteiro de São Bento da Bahia em 1983, professando solenemente em 1989. No Mosteiro de São Bento da Bahia exerceu quase todos os ofícios monásticos. Durante o período de formação cursou piano e órgão de tubos no Instituto de Música da Universidade Católica do Salvador. Estudou artes plásticas no ateliê do renomado pintor Waldo Robatto. Em 1987, foi enviado para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro a fim de cursar Filosofia e Teologia na Escola da Congregação Beneditina do Brasil, vinculada ao Pontifícium Athenaeum Anselmianum, de Roma, recebendo nota máxima pela tese “O Panteão Nagô, Aspectos Hagiográficos do Candomblé da Bahia, Elementos Míticos e Históricos”.

Em 18 de julho de 1992 foi ordenado diácono por Dom Ricardo Weberberger, OSB e, em 21 de março de 1993 foi ordenado presbítero por Dom Lucas Cardeal Moreira Neves. Em 29 de julho de 2006 foi eleito bispo de Fico, na Mauritânia, trabalhando como bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sendo também Secretário Geral do Regional Nordeste 3, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia.

Atualmente Dom Gregório é bispo referencial para a Cultura, da CNBB. No dia 10 de outubro de 2012 o Santo Padre, o Papa Bento XVI, o elegeu bispo da Diocese de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

A Diocese de Petrópolis

Com 66 anos de existência, a Diocese de Petrópolis ao longo dos anos e pelo empenho dos bispos, principalmente pelo trabalho realizado por Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra (1º bispo), tem uma característica diferente da grande maioria das dioceses brasileiras. Além das paróquias, a Diocese tem a Universidade Católica de Petrópolis (UCP), com vários cursos e que, como qualquer unidade de ensino particular passa por dificuldades e transformações. Mas, no caso da UCP sem nunca perder um de seus pilares, que é ser uma instituição católica com objetivo de fornecer aos alunos um ensino de qualidade e integral.

Com 43 paróquias, espalhadas por seis municípios, a Diocese conta com cerca de 80 sacerdotes diocesanos, a maioria jovem. Dividida em quatro decanatos (regiões), a Diocese procura se articular no sentido de estar presente na sociedade.

Em Petrópolis por exemplo, a coordenadora da Pastoral da Aids, Maria Auxiliadora, foi a primeira representante da sociedade civil a presidir o Conselho Municipal de Saúde, representando a Diocese. Os quatro decanatos são: São Pedro de Alcântara, reúne as paróquias do primeiro distrito de Petrópolis e duas do segundo distrito; Nossa Senhora do Amor Divino, reúne as paróquias do segundo, terceiro, quarto e quinto distritos de Petrópolis e ainda as duas paróquias de São José do Vale do Rio Preto, de Areal e ainda uma paróquia em Bemposta (Três Rios) e Sebollas/Matosinhos (Paraíba do Sul); Beato José de Anchieta, as paróquias de Magé Guapimirim; e São Pio X, as paróquias de Teresópolis. Escolas paroquiais, uma marca da Diocese Além de todo trabalho social realizado pelas Pastorais Sociais e iniciativas das paróquias, como a creche de Nogueira e das atividades desenvolvidas pelas congregações religiosas, a Diocese em Petrópolis mantém 29 escolas paroquiais, atendendo cerca de 9 mil alunos.

O responsável por este trabalho, iniciado ainda no Governo Episcopal de Dom Manoel Cintra, é do Monsenhor Paulo Daher com ajuda da professora Maria Nilva e de várias professoras, que desde o início se identificaram com a proposta católica de manter as escolas. O poder público local reconhece o papel importante das escolas paroquiais, pois todas estão instaladas dentro das comunidades em pontos centrais, facilitando acesso dos alunos. Algumas escolas paroquiais, como São Judas Tadeu na Mosela, Nossa Senhora da Glória no Morim e a mais recente, Santa Luiza Marillac, ligada ao Colégio Santa Isabel, foram premiadas pela qualidade do ensino, gestão e participação dos alunos. Para Monsenhor Paulo Daher este trabalho é a missão da Diocese de fornecer às crianças um ensino integral, humano, cristão e intelectual.

Uma das características deste trabalho é a presença junto às professoras e diretoras. “Desde o início realizamos encontros com as escolas, ora com as professoras ora com a diretoras, pois precisamos apoiar o trabalho delas e ajudar no que for possível”, afirma Monsenhor Daher lembrando os diversos encontros realizados. Com a implementação da Pastoral da Educação na Diocese, incentivada pelo bispo anterior, Dom Filippo Santoro, o trabalho se expandiu e hoje um dos objetivos é envolver neste trabalho as escolas estaduais e particulares, não somente em Petrópolis, mas em todo território da Diocese.

Em Magé por exemplo, assim como em Teresópolis, os encontros com os professores reúne mais de 200 pessoas. “Os professores participam porque gostam e se sentem bem. Mas o fundamental de nosso trabalho é estar próximo deles”, comentou a professora Maria Nilva. Seguindo a mesma linha de trabalho, ano passado Monsenhor Paulo Daher criou o Espaço Artístico e Cultural, instalado ao lado da Escola Paroquial Carlos Demiá, no Retiro. O objetivo desta escola é fornecer aos alunos carentes formação musical em vários instrumentos e para isto conta com apoio de várias pessoas.

Redação Tribuna

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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