Cartilha de ministério provoca polêmica

Cartilha de ministério provoca polêmica

Trecho sugere manter cabelos compridos e usar barba para esconder reações a antirretrovirais

Felipe Sil Publicado:14/09/12 – 7h00 Atualizado:14/09/12 – 7h00

Na última página de cartilha oficial do Ministério da Saúde sobre lipodistrofia, a distribuição assimétrica de gordura pelo corpo como efeito colateral de remédios para combater a Aids, um trecho tem chamado a atenção de soropositivos. “Manter os cabelos compridos, vestir roupas largas, usar barba ou bigode. Tudo isso pode ajudá-lo a se sentir melhor.” A recomendação abriu um debate ético, pois pode ser interpretada como se a solução fosse somente esconder o problema em vez de tratá-lo.

Pouco antes, o documento identifica os tratamentos possíveis, como preenchimento facial e cirurgias plásticas de lipoaspiração de mama. Para Josimar Pereira, representante do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP), porém, o atendimento é quase impossível.

— A fila é quilométrica. Uma pessoa precisa esperar anos para ser atendida. O governo precisa melhorar a portaria antes de dar dicas de como esconder os males provenientes dos medicamentos.

Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco nega que a recomendação da cartilha, distribuída em todo evento público da pasta sobre o assunto, siga as diretrizes do órgão federal. O trecho só está na cartilha, de acordo com Greco, por decisão de grupos formados para debater o tema. Esses grupos são integrados por portadores do HIV.

— É a palavra de um portador para outro portador. A linguagem é até um pouco informal — argumenta.

Sobre o fato de a cartilha representar o Ministério da Saúde, Greco diz que a dica final só é válida quando todo os outros meios forem buscados.

— Na cartilha, sugerimos os tratamentos. A recomendação final é um debate dos grupos focais — ressalta.

Polêmica à parte, Greco prevê para o início do ano que vem a chegada de remédios que causem menos efeitos colaterais, como a lipodistrofia.

— Acredito que já no início de 2013 poderemos oferecer três medicamentos que, juntos na forma de um comprimido, poderão ser tomados apenas uma vez por dia e com muito menos reações previstas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/cartilha-de-ministerio-provoca-polemica-6089649#ixzz26TdGxIj2
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Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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