Sem neurocirurgia, mulher morre na UTI – TRIBUNA DE PETRÓPOLIS – 07 DE JUNHO DE 2012

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Sem neurocirurgia, mulher morre na UTI

QUINTA, 07 JUNHO 2012 09:45
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O caso foi um dos 5 pedidos de liminar encaminhados à Justiça pela Defensoria Pública

Internada em um leito de UTI do Hospital Santa Teresa por força de uma liminar judicial, a paciente Emília Maria de Jesus, de 85 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou dias à espera de vaga na emergência do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, não resistiu e acabou morrendo na noite de sábado.

O corpo da idosa foi sepultando no Cemitério Municipal às 16h de domingo.

Na quinta-feira, parentes da paciente procuraram a Tribuna e relataram que a idosa precisava de tratamento com neurocirurgião e internação em leito de UTI, mas não havia previsão de quando a paciente seria transferida.

No mesmo dia, os parentes estiveram na Defensoria Pública e conseguiram uma liminar judicial determinando a internação.

O pedido feito pela defensora Andréa Carius de Sá foi acatado pela Justiça, que determinou que a internação fosse feita antes das 13h30 desta sexta-feira.

“Na segunda-feira, a filha dela entrou em contato com a defensoria e nos informou que dona Emília chegou a ser transferida, mas faleceu.

É mais um caso de paciente que precisou esperar por leito de UTI e não resistiu”, lamentou a defensora Andŕea Carius, lembrando que a juíza determinou naquela ocasião que a internação fosse feita em 24h.

Na quinta-feira, o neto de Emília, Claudinei da Silva Cláudio, contou que a avó teve um acidente vascular cerebral (AVC). Ela foi no Pronto Socorro três vezes, foi atendida e mandaram voltar pra casa.

Na terça-feira , dia 29, ela passou mal de novo em casa e entrou em coma.

“Voltamos com ela para o hospital. Apesar de estar inconsciente, minha avó ficou na sala de senhoras esperando por uma vaga, porque era preciso drenar o sangue da cabeça dela. Ontem o médico emitiu um laudo dizendo que ela precisava fazer a neurocirurgia com urgência, ontem mesmo. Como não tínhamos uma previsão de quando ela seria transferida, decidimos procurar a defensoria”, explicou, naquele dia, o neto.

O caso de Emília foi um dos cinco pedidos de liminar encaminhados ontem à Justiça pela Defensoria Pública para obrigar que a Secretaria de Saúde do Município efetue internações e procedimentos cirúrgicos pelo SUS.

De acordo com a  defensoria, em todos os casos a Justiça estabeleceu um prazo de 24 para a internação em leito de UTI.

“Atendemos cinco casos de urgência na Defensoria. Quatro atendimentos foram para pedidos de internação em leito de UTI para cirurgias – todos eles são pacientes idosos que estão esperando por atendimento nas emergências. Em três destes casos, o laudo médico aponta necessidade de intervenções neurológicas, por conta de isquemia ou acidentes vasculares cerebrais ou encefálicos (AVC e AVE)”, contou, naquele dia, a defensora Andréa Carius de Sá.

Jaqueline Ribeiro

Redação Tribuna

DEFENSORA PUBLICA

https://www.facebook.com/video/video.php?v=293209794087899

CNS

https://grupososvida.wordpress.com/2012/05/11/conselho-nacional-de-saude-solicita-ao-comsaude-petropolis-apuracao-de-denuncias/?preview=true&preview_id=4753&preview_nonce=2d29829e3e

MOVIMENTO PELA ETICA NA POLITICA

http://youtu.be/bYpLtnmbY3E

https://grupososvida.wordpress.com/2012/05/26/protesto-por-etica-na-politica-coleta-1-800-assinaturas-em-petropolis-nota-dos-bispos-das-dioceses-do-estado-do-rio-de-janeiro/?preview

https://grupososvida.wordpress.com/2012/06/03/eleicoes-2012-algumas-reflexoes/?preview=true&preview_id=5037&preview_nonce=b37b28a6da

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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