SPM realiza XV Assembleia Nacional, elege Dom José Luiz como presidente

SPM realiza XV Assembleia Nacional, elege Dom José Luiz como presidente e prioriza formação, o combate ao trabalho escravo e tráfico de pessoas

Por Geriane Oliveira

Reportagem Local

Reorganizar a caminhada para melhorar as realidades dos povos migrantes.

Essa foi a proposta da XV Assembleia Nacional do Serviço Pastoral dos Migrantes, (SPM) que reuniu cerca de 70 representantes dos três Setores (imigrantes, migrantes temporários e migrantes no urbano), vindos de 15 Estados brasileiros e da Capital Federal para a eleição da nova coordenação e das prioridades da missão para o quadriênio 2012-2016.

Com o tema Rompendo Fronteiras com os Migrantes! a Assembleia do SPM, organismo vinculado ao Setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado entre os dias 4 a 6 de novembro, na Casa de Encontros Sagrada Família, em São Paulo, elegeu Dom José Luiz Ferreira Salles, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza (CE), como novo presidente.

No evento, bispos, religiosos, leigos, migrantes, imigrantes e outros agentes de pastorais sociais participaram dos debates e definiram novas ações que pautarão os projetos da Pastoral dos Migrantes (PM) no Brasil. Homenagem – Na abertura houve um momento de homenagem a Dom Enzo Rinaldini, Bispo Emérito da Diocese de Araçuaí (MG), falecido no dia 23 de outubro 2011, primeiro pastor e presidente do SPM.

Em seguida, o Prof. Helion Povoa Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudioso das migrações, apresentou os desafios da migração atual.

Segundo Neto, os deslocamentos humanos se transformaram em questões complexas na sociedade moderna e são frutos de motivos políticos, ambientais, guerras além da busca por trabalho, e as cidades continuam a criminalizar os pobres que migram. “Por isso temos trabalho escravo, tráfico de pessoas, muros e leis severas. As pessoas não são ilegais, são livres e precisam de proteção e direitos”.

Para Neto, o desafio hoje é como corresponder aos processos de migração. “E valorizar o migrante como um ator social rico em experiências culturais”.

Memória – Um dos destaques do encontro também foi a memória dos 25 anos do SPM, apresentada por Dom Demetrio Valentini, que se despediu da presidência do SPM que destacou a construção da identidade da PM como uma das principais conquistas do serviço.

“Acompanhando os fluxos migratórios, o SPM criou sua identidade como serviço, em sintonia com a Igreja”.

A organização do trabalho em três Setores e a criação do Fórum Social Mundial das Migrações também são outros méritos, disse, após exibir um vídeo de retrospectiva e falar das lições do SPM.

Eleições – Nos dois últimos dias da Assembleia, os integrantes avaliaram os trabalhos do SPM no quadriênio anterior como positivos no geral, reconheceram deficiências, elaboraram novas propostas de organização pastoral e elegeram a nova coordenação nacional. Divididos em grupos de trabalhos, o método utilizado foi de votação democrática.

A formação de agentes de base e o combate ao trabalho escravo, contrabando e de tráfico de pessoas nos pontos de origem, trânsito e destino dos migrantes foram as prioridades definidas para o período.

Na eleição, 12 representantes foram aclamados e votados para compor a nova coordenação incluindo o novo colegiado executivo, composto por três membros da mesma.

Dom José Luiz Salles foi eleito o novo presidente e recebeu o chapéu das mãos de D. Demétrio, como ato simbólico de empossamento e disse abraçar com amor o compromisso.

“A Pastoral dos Migrantes é parte dos meus 25 anos de padre desde quando comecei acompanhando os canavieiros de Pernambuco e me coloco com disposição e amor à frente desse pastoreio na luta por vida digna aos nossos migrantes”.

Segundo o Bispo, sua proposta será ampliar a ação da PM nas Dioceses. “E reforçar nossas equipes como semeadores de esperança”.

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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