Região Sul tem a maior taxa de transmissão vertical do HIV do País e Norte maior crescimento

Região Sul tem a maior taxa de transmissão vertical do HIV do País e Norte maior crescimento

     
 
 

12/10/2011 – 10h
Segundo o sistema de notificação do Ministério da Saúde para casos de aids em menores de cinco anos, o Sul tem uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. O Estado do Rio Grande do Sul está no topo do ranking nacional com uma taxa de 9,6.

Para este Dia das Crianças, a Agência de Notícias da Aids preparou uma série especial sobre como o País enfrenta esse problema. Veja a seguir, na segunda reportagem desta série, a situação nas regiões Sul e Norte do país, as mais afetadas.

Segundo o sistema de notificação do Ministério da Saúde para casos de aids em menores de cinco anos, o Sul tem uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. O Estado do Rio Grande do Sul está no topo do ranking nacional com uma taxa de 9,6.

“Infelizmente estamos em primeiro lugar, mas somos o Estado com mais casos de aids (proporcionalmente ao número de habitantes) em todas as faixas etárias”, disse a enfermeira Aline Sortica, uma das responsáveis pelo Programa de Prevenção da Transmissão Vertical da Coordenação de DST/Aids do Rio Grande do Sul.

Aline conta que os profissionais envolvidos na área no Estado já discutiram muitas vezes o real motivo por estarem nesta incômoda liderança e até chegaram supor se não seria uma melhor notificação de casos em comparação aos outros, mas nenhuma explicação foi conclusiva. “Não sabemos exatamente a causa, mas de qualquer maneira decidimos redobrar a atenção”, comentou.

Entre as dificuldades para se fazer a prevenção, a enfermeira destaca a existência de quase 500 municípios no Estado, sendo que muitos deles – principalmente no interior – contam apenas com hospitais de pequeno porte.

Mas com vista a enfrentar o problema da transmissão vertical, o Estado se antecipou à recomendação nacional e desde o ano passado passou a realizar o teste de HIV em todas as gestantes que acessam o sistema de saúde, independentemente de quando tenha sido a última vez que elas tenham realizado o exame. Segundo Aline, o padrão indicado pelo Ministério da Saúde é fazer o teste nas grávidas que não tenham sido testadas nos últimos três meses.

O Programa de DST/Aids do Rio Grande do Sul está apoiando também uma pesquisa-piloto na região litorânea do Estado, que acompanhará todas as crianças nascidas de mães com HIV nos seus primeiros anos de vida. A ideia é medir com mais precisão a taxa de transmissão vertical, identificando até aquelas que podem estar com vírus, mas ainda não terem apresentados sintomas da aids e nem procurado o sistema de saúde.

Atenção para o Norte 

De 1999 a 2009, a taxa de casos de aids em menores de cinco anos cresceu três vezes na região Norte. Hoje, tem uma média de 4 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, ficando atrás apenas da região Sul. 

No Estado do Pará, por exemplo, a taxa é de 5,1, ou seja, a quarta maior do país. Na avaliação do representante do GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids) local, Francisco dos Santos – conhecido como Kiko – o acesso aos serviços de saúde é um dos principais desafios. “As distâncias são muito longas. O Sistema Único de Saúde precisa se aproximar da população ribeirinha”, disse.

Ainda por causa da distância, Kiko considera que a expansão do teste rápido de HIV, cujo resultado sai em torno de 20 minutos, é fundamental para o enfrentamento da transmissão vertical. “As pessoas já têm dificuldade para ir uma vez ao serviço de saúde fazer o exame. Elas não voltam para saber o resultado do teste convencional”, explicou. “O governo levou o teste rápido ao Rock in Rio, evento em que o público paga caro para participar, mas no interior do Pará não existe esse serviço”, criticou. 

Outra dificuldade, de acordo com o ativista, é que os médicos deixam de fazer a abordagem necessária no pré-natal e muitas vezes não indicam o teste de HIV. Dessa forma, muitas ficam sem saber se têm o vírus e perdem a oportunidade de evitar que o filho nasça com o vírus, caso sejam positivas. 
“Precisamos fortalecer a atenção básica. Esse é um objetivo que sempre consta no nosso Plano de Ações e Metas”, finaliza.

Para cada grupo de 100 mil habitantes, a taxa de casos de aids encontrada na população em geral no Brasil, em 2009, foi de 10,9. No Rio Grande do Sul, onde está a maior taxa, foi de 25.9, e no Pará, 7,1.


 Fonte: Redação da Agência de Notícias da Aids

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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