NO JARDIM DAS BORBOLETAS – Shirlei Amaro Avena Weisz

NO JARDIM DAS BORBOLETAS               

Existe um  “anjo” na minha vida que hoje me falou sobre Mario Quintana e o seu “jardim das borboletas”. Comecei a refletir sobre o que esse “anjo” falou e percebi por um instante meu “casulo”.
                Pensei em Deus e tudo que me veio foram as palavras que abaixo escrevi…. Espero ter entendido o que “o anjo” quis dizer…obrigada amigo Cal. Que Deus te abençoe e que os jardins que cultivarmos em nossas vidas sejam um chamariz de “borboletas” a iluminar o horizonte dos nossos olhos.
                Bem, a minha reflexão foi mais ou menos assim:
                Deus… Eu sequer sei Seu nome. Sequer entendo Sua natureza. Tampouco sei se a Sua existência é real…aliás, eu nem sei se “eu” sou real: diante das novas descobertas da ciência a probabilidade de existência humana é tão remota, que chego em alguns momentos, a acreditar que estou presa em uma Matrix.
                Hoje, mais um dia se passou e eu deixei minha alma falar mais alto, tentando compor o dia com uma atmosfera de amor. Mas teve uma hora que eu senti ódio, culpa…medo, desespero e, todas essas coisas que me fazem ser um ser humano…então eu percebi o quanto a minha humanidade me machuca.
                Na verdade a dor de estar presente dentro de um “casulo” que muitos entendem ser a única coisa que existe, é tão insuportável tem horas, que paro. Olho ao redor. Passo a mão pelos cabelos, tentando buscar em alguma parte, presa, cá dentro, uma razão para estar aqui.
                Lembro da oração de São Francisco e tudo que me vem a mente é que talvez São Francisco não fosse desse mundo…Afinal, viver a vida transformando sentimentos ruins em bons é simplesmente fugir do mundano. É negar a própria parte humana que nos faz olhar nos olhos do outro e ficar mudo. Não por falta de palavras, pois elas surgem, mas por ver nos olhos do outro aquilo que você mais repudia em si mesmo.
                Amar o outro é ser capaz de amar a si mesmo. Quem não ama a si mesmo, jamais será capaz de amar o outro. E por isso, exercitar a visão para ver só o bem nos olhos de quem você olha, é o mesmo que aceitar a sua própria humanidade…É ter compaixão consigo mesmo e com o próximo. É entender as próprias limitações e por isso, aceitar que o outro, assim como você, é limitado.
                Nem sempre que você amar será amado: o mais provável mesmo é que você sequer seja compreendido, pois compreender é uma dádiva dos “deuses”, e você, não é um “deus em miniatura” e tampouco o outro o é.
                Agora, se em algum momento dessa sua passagem mundana, você amar e for amado, então, regogise-se!  Alegre-se! Porque você alcançou o Infinito e já não há em ti nada que te faça permanecer como um simples ser humano.
                Sim. Você vivenciou o que é amar e ser amado. Você vivenciou o olhar o outro com olhos “bons” e ser olhado de volta com os mesmos olhos… Já não há nada que te faça sentir  preso em um “casulo”, pois o “casulo” se rompeu e você virou uma borboleta em meio a um jardim de rosas.
                Você cultivou as rosas ao transformar seus sentimentos de forma a só ver o bem no outro…Você rompeu o casulo que te impede de voar em meio ao jardim que cultivou, com tanto empenho.
                Transformar a si mesmo é a melhor coisa que você pode fazer na vida: quando você se transforma o mundo se transforma. E mesmo que você esteja numa Matrix e se sinta só, sem compreender se existe um Deus que te faça companhia, ou se tudo que há é a Matrix que você vive, a liberdade de voar como uma borboleta em meio as rosas que você cultivou jamais poderá te ser tirada.
                As rosas são suas. A borboleta é você…e no jardim existe mais borboletas, atraídas pelo perfume das rosas que você cultivou ao transformar a si mesmo.
                Pensem nisso. Uma ótima semana!

Shirlei Amaro Avena Weisz

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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