Estratégias atuais de prevenção estão esgotadas, afirmam ativistas durante Encontro Estadual de ONG/Aids de São Paulo

Estratégias atuais de prevenção estão esgotadas, afirmam ativistas durante Encontro Estadual de ONG/Aids de São Paulo

 http://www.agenciaaids.com.br

29/07/2011 – 18h40

Na tarde desta quinta-feira, 29, militantes do movimento social de luta contra a aids criticaram as ações de prevenção realizadas pelo governo federal, pelo Estado de São Paulo e mesmo pelas ONGs. Segundo eles, é preciso criar novas estratégias que atendam as demandas atuais.

Segundo Mário Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda/SP, não existe uma política de prevenção bem definida, tanto da parte do governo quanto das ONGS. “Há planos segmentados, sazonais e de baixa cobertura”, avaliou.

“Paramos no tempo. A tendência é a prevenção combinada, que une diferentes métodos”, disse, referindo. Embora diversos estudos indiquem que a profilaxia pré e pós exposição sexual tem bons resultados, o ativista declarou que é preciso cautela ao adotar essa prática.

Durante o 8º Congresso da Sociedade Brasileira de DST, realizado em maio deste ano em Curitiba (PR), a Agência Aids mostrou que, apesar do Ministério da Saúde indicar a chamada profilaxia pós exposição sexual desde outubro de 2010, ainda há muita dificuldade da execução da estratégia (leia aqui).

Outra necessidade citada pelo presidente do Grupo Pela Vidda é desenvolver estratégias com jovens, que não vivenciaram o início da epidemia, e também ações por meio da internet,

Scheffer afirmou ainda que é responsabilidade dos municípios contratar funcionários para as atividades de prevenção. “A função das ONGS é realizar controle social.”

Já Nair Britto (foto), ativista e consultora na área de HIV/aids, criticou o plano de enfrentamento voltado a homens que fazem sexo com homens e travestis, e o de combate à feminização da epidemia. Depois de elaborados pelo governo federal, o Estado de São Paulo produziu planos próprios. “Desde 2005 ouvimos falar desses planos, mas nada sai do papel. Eles foram criados sem estratégias de monitoramento e financiamento”, afirmou.

A gerente da área de prevenção do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Ivone de Paula, ressaltou algumas ações realizadas pelo órgão, como a capacitação de funcionários para a prevenção, distribuição de camisinhas masculinas e realização de testes rápidos de HIV. “Abrimos dois editais para a compra de preservativos femininos, mas as empresas participantes queriam preços insustentáveis.” Desde 2008 a distribuição do produto vem diminuindo em todo o país por dificuldades de compra.

Serviço

O encontro Estadual de ONG/aids de São Paulo termina nesta sábado, dia 30, em Sorocaba. Estão participando cerca de 80 ativistas.

Fábio Serrato

A Agência de Notícias da Aids cobre o evento com apoio do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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