Entidade diz que soropositivos do Amapá estão pedindo socorro:

Entidade diz que soropositivos do Amapá estão pedindo socorro:

Representante da Associação de Amigas e Mulheres Amapaenses Posithivas relata que ainda existe uma grande dificuldade da rede de saúde pública para o tratamento dos pacientes.

O primeiro caso de AIDS registrado no Brasil foi há mais de 20 anos.

Nessas duas décadas, o país ficou conhecido internacionalmente não só pela crescente taxa de contaminação, mas também por apresentar uma das mais eficientes políticas públicas de saúde para o tratamento da doença.

Porém, para contaminados do Amapá a fama mundial dessa política ainda é anônima. Pelo menos é o que retrata a Associação de Amigas e Mulheres Amapaenses Posithivas (AAMAPH), que funciona há oito anos no Estado.

Segundo a presidente da entidade, Márcia Pinheiro, ainda existe uma grande dificuldade da rede de saúde pública para o tratamento adequado dos pacientes.

A entidade possui uma casa de apoio com o objetivo de receber pacientes soropositivos do interior para fazer tratamentos em Macapá. No entanto, Márcia relata que o local passa por diversas dificuldades, por falta de recursos para que possa se manter.”Ultimamente estamos passando por dificuldades, pois temos que manter os pacientes carentes, que precisam de uma alimentação adequada, tomar a medicação controlada, mas precisamos de apoio, não apenas dos poderes responsáveis, mas de toda a sociedade para que a gente possa manter a casa.

Ganhamos cestas básicas, essas coisas, mas precisamos de outros complementos para a alimentação deles. E principalmente, dinheiro para comprar a medicação”, disse.

Atualmente, cinco soropositivos residem na casa de apoio, que possui apenas uma forma de recurso para continuar funcionando, além das doações recebidas de diversas famílias e insuições.

Com o orçamento precário, a presidente relata que somente nesta semana, três pacientes foram dispensados. “É muito triste a pessoa bater na porta e a nossa entidade ter que virar as costas por não ter condições de abrigar mais um paciente.

Estamos fazendo nossa parte, batalhando, mas precisamos de pessoas que nos ajudem para poder ajudar os pacientes”, frisou.

O paciente Francivaldo Souza do Nascimento relata que chegou na insuição há pouco mais de cinco meses e encontrou no lar o apoio que sua família deixou de ofertar quando descobriu que ele possuía AIDS.

“Eu morava em Ferreira Gomes, e há oito meses, quando minha família descobriu que sou soropositivo, eles me tiraram de lá. Eu não tinha para onde ir, até que conheci a Márcia e ela me acolheu.

A luta contra a AIDS é diária e se não fosse à casa de apoio, poderia ter perdido minha vida.

Apesar de todo o esforço, é importante que esse, que é um trabalho sério, não seja ignorado pela sociedade”, observou.Falha na rede pública Segundo ela, além da carência na realização de diversos exames, como o de controle da imunidade do infectado e, além disso, o contato direto com pacientes que possuem outras enfermidades é um dos principais agravantes da doença.

Por conta disso, há aumento no número de óbitos registrados na equipe do Grupo de Atividade e Controle DST/AIDS da Sesa. De janeiro a junho, mais de 23 pessoas morreram em decorrência a patologias ocorridas pela baixa imunidade do paciente com AIDS.”Os pacientes soropositivos que ficam no Centro de Doenças Transmissíveis (CDT) entram em contato com pessoas que tem meningite, tuberculose, hanseníase e ele fica vulnerável a outras patologias devido a baixa imunidade.

Isso é um erro de administração pública e queremos que o estado assuma a responsabilidade de criar um ambulatório para que essas pessoas e não sejam infectadas por outras patologias”, explicou Márcia.Até agora, a casa de apoio não conseguiu acesso ao recurso federal do Plano de Ações e Metas em DST/Aids, que ao ser aprovado pelo Conselho Estadual de Saúde, foi disponibilizado 10% para a entidade.

No entanto, ainda não há perspectivas para a elaboração de editais a Sesa para a liberação do recurso. “Já estamos em julho, e nunca conseguimos ter acesso ao Plano.

Vai chegar o fim do ano, o recurso vai voltar para Brasília, e ele é disponibilizado por cinco anos e precisamos de pessoas compromissadas, para que o recurso não volte.

Não é justo ficarmos mendigando e infelizmente o recurso não chega em nossa mãos”, avaliou.Ela critica que a doença só é lembrada pelo poder público no dia 1º de dezembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate a Aids e após isso, a enfermidade é esquecida.

Por conta disso, em 2010, a presidente fez um protesto em frente ao Palácio do Setentrião, o qual 57 cruzes foram erguidas, simbolizando o número de pacientes que foram a óbito por falta de tratamento.

“Querem obter nessa tecla pois as pessoas morrem por incompetência do poder público.

Não apenas peço ajuda, mas faço um alerta de que as pessoas que tem AIDS aqui no Estado do Amapá estão pedindo socorro, e muitos estão morrendo, seja de fome ou falta de tratamento.

Queremos apoio para desenvolver nosso trabalho, salvar vidas e para que a gente possa diminuir a mortalidade no Amapá”, concluiu.

AluguelCom todos os apertos que passa a cada mês, a entidade só não foi ainda despejada porque a Assembleia Legislativa garante – desde os tempos da gestão do ex-deputado Lucas Barreto – o pagamento do aluguel do imóvel onde funciona a AAMAPH.

Números no Amapá, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), são mais de 920 casos confirmados da doença.

Em proporções, os números demonstram que apesar dos casos ainda ser menor no público feminino com relação estável, neste ano foi registrado um aumento em relação às mulheres.

Fonte:

Jornal A Gazeta Via twitter: SaudeSaoPedro E você reclamando da vida. *Soropositivos comem esterco antes de tomar remédios. smartvidas.com.br/index.php/noti… Respondi com esse>>> lakyjehosy Entidade diz que soropositivos do Amapá estão pedindo socorro: Representante da Associação de Amigas e Mulheres … http://bit.ly/qp4MBq

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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