Estudos mostram que antirretrovirais reduzem pela metade chance de infecção do HIV entre heterossexuais

 

Estudos mostram que antirretrovirais reduzem pela metade chance de infecção do HIV entre heterossexuais

     
 

13/07/2011 – 18h50

Dois novos estudos realizados na África mostraram, pela primeira vez entre heterossexuais, que o uso diário de antirretrovirais pode reduzir pela metade a chance de infecção do HIV em relações desprotegidas.

As pesquisas divulgadas nesta quarta-feira servem como grande esperança para o continente africano, onde a maior parte das infecções ocorre do homem para a mulher ou vice e versa.

Até então, os estudos sobre o uso de antirretrovirais como prevenção do HIV, mostravam resultados positivos apenas para homossexuais ou para relações sorodiscordantes, ou seja, quando um tem o vírus e o outro não.

A pesquisa foi coordenada pela Universidade de Washington no Quênia e Uganda com a participação de 4758 voluntários. Em Botsuana, pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos com 1219 pessoas.

Os participantes, todos saudáveis, receberam um ou dois medicamentos por dia.

A médica e pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP, Vivian Silva, explica que os remédios poderiam ser usados em larga escala na África, onde em muitas regiões uma parte da população vive em situações de grande vulnerabilidade à infecção.

Mas ela alerta para o alto custo dos antirretrovirais e para os efeitos que esses medicamentos podem trazer. “Apesar do estudo ter mostrado que não houve muitos efeitos colaterais, é preciso analisar se vale à pena dar remédio para pessoas que estão sadias”, comentou.

Vivian participou no Brasil de um estudo sobre o uso da terapia antirretroviral em casos de pré-exposição ao HIV.

Os novos estudos foram pagos pela Fundação Bill e Melinda Gates e pelo governo norte-americano. A estimativa total de gasto era de 84 milhões de dólares, mas as pesquisas foram interrompidas antes do final porque foi possível chegar a uma conclusão antecipada.

Redação da Agência de Notícias da Aids

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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