Peregrinação para obter um diagnóstico

Peregrinação para obter um diagnóstico

Sex, 17 de Junho de 2011 12:00

Com dores abdominais e sangramento, a paciente Marcela Ferreira Rodrigues, de 28 anos, passou por três unidades de saúde pública e teve de recorrer a uma clínica particular e pagar R$ 60 para conseguir um exame de ultrassonografia. Sem saber que estava grávida, Marcela procurou a UPA no domingo. Sentindo dores abdominais e apresentando sangramento, ela foi orientada a procurar atendimento do Hospital Alcides Carneiro, uma vez que a UPA não dispõe de ginecologista.
“No HAC ela foi atendida e fez apenas um exame de sangue. Eles disseram que ela estava com uma infecção e descartaram a possibilidade de gravidez. Receitaram um remédio e ela voltou pra casa. Mas na terça ela voltou a sentir dores e ter sangramento. Fomos no Pronto Socorro (Hospital Municipal Nelson de Sá Earp) e, como eles também não tinham um ginecologista de plantão, fomos orientados a voltar para o HAC”, contou o marido da paciente, Luiz Henrique Rodrigues.
Ao ser atendida no HAC, na terça-feira, a média que atendeu Marcela solicitou um hemograma completo e identificou a gravidez da paciente. “A médica disse então que ela precisava fazer um ultrassom, mas já era noite e eles disseram que ela devia ir pra casa e voltar no dia seguinte de manhã. Mas na quarta-feira, quando ela esteve lá, eles informaram que o exame só pode ser feito em pacientes internados. Ela foi orientada então a procurar o Centro de Atendimento à Mulher, no Centro”, relatou Luiz Henrique. A paciente seguiu então até o Centro de Atendimento à Mulher (antigo Centro de Saúde), mas lá, mais uma vez, não conseguiu fazer o exame. “Eles informaram pra ela que não havia como fazer o exame, pois a médica responsável pelo procedimento não foi trabalhar. O que disseram foi que ela faltou porque seu filho quebrou o braço. Com isso, a solução que encontramos foi pagar pra fazer um exame particular”, completou Henrique.
Ele conta que a demora em conseguir um diagnóstico deixa a família muito preocupada. “Não sabemos o porquê desse sangramento. Minha esposa está numa agonia só. Enquanto não tivermos um posicionamento do médico, não vamos ficar sossegados”, finalizou.
Questionada sobre o problema no início da noite de ontem, até o fechamento desta edição a assessoria de comunicação da Prefeitura não encaminhou uma resposta sobre o caso.

JAQUELINE RIBEIRO
Redação Tribuna

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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