Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids e UNICEF unidos pelo direito à prevenção, à proteção e à participação

Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids e UNICEF unidos pelo direito à prevenção, à proteção e à participação

30 de maio de 2011 · Notícias

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Cerca de 120 adolescentes e jovens vivendo com HIV/aids, das quatro regiões do Brasil, se reuniram na semana passada em Manaus (AM) para discutir temas das áreas de saúde, educação, direitos humanos, incidência política e trabalho em redes para estimular o protagonismo juvenil, adesão ao tratamento e o autocuidado.

Esta é a primeira vez que a Região Norte sedia o evento e foram os próprios jovens que compõem a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV (RNAJVHA) quem escolheram a cidade, com o intuito de fortalecer o trabalho dos adolescentes e jovens vivendo com HIV na região.

Participaram da abertura do evento, na quinta-feira (26/5), Amy Weissman, especialista do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em HIV/aids; Vilma Cabral, gestora de programas do UNICEF; Eduardo Barbosa, do Ministério da Saúde; Maria de Fátima Malheiro, do Ministério da Educação; Fransérgio Goulart, do Conselho Nacional de Juventude; Disney Diniz, do Movimento Nacional de Cidadãs Positivas; Noaldo Lucena, da Secretaria de Saúde do Amazonas; Graça Prola, da Secretaria de Assistência Social do Amazonas; Marta Aparecida, da Secretaria de Saúde de Manaus; Lucimar Weil, coordenadora do Cedeca Amazonas-Pé na Taba; e José Rayan, coordenador da RNAJVHA.

“A juventude quer lutar por seu espaço e garantir a efetivação de políticas públicas. Adolescentes e jovens que convivem com HIV/aids estudam, trabalham, têm direito a constituir família, a ter acesso aos medicamentos, queremos ser tratados como sujeitos de direitos e não como vítimas. Somos protagonistas, somos muito além do HIV/aids”, defendeu José Rayan, 18 anos, coordenador do evento, aplaudido de pé pelos adolescentes e jovens presentes.

A especialista do UNICEF Amy Weissman destacou a importância do Encontro ser realizado em Manaus, lembrando que a Região Norte possui um alto índice de infecção, além de ser crescente o número de casos em crianças com até 5 anos. “Gostaria de conversar com vocês durante o evento para saber como o UNICEF pode ajudar a melhorar a vida dos adolescentes e jovens que convivem com HIV/aids”, disse Amy.

O representante do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, enfatizou que o Brasil possui o melhor programa de aids do mundo, em termos de oferta de medicamentos, mas que continua a enfrentar grandes desafios. “Pessoas que moram distante das capitais, por exemplo, muitas vezes, não conseguem ter acesso aos medicamentos por nem saber que têm HIV/aids”, comentou. Ressaltou ainda que o Ministério da Saúde, em parceria com o UNICEF, tem doado medicamentos para 10 países, como resultado da Cooperação Sul-Sul. “Mas as pessoas não querem só remédio, elas querem também educação e outros direitos”, lembra.

Plano Estratégico

Durante o encontro foi discutido ainda o Plano Estratégico da RNAJVHA, documento que apresenta as prioridades do grupo pela garantia dos direitos e pela melhoria da qualidade de vida desses meninos e meninas. Também foram escolhidos os novos representantes nacionais e regionais. O representante do Conselho Nacional da Juventude, Fransérgio Goulart, convidou a Rede para integrar o Conselho e sugeriu que o encontro seja considerado a 1ª Conferência Livre do Conselho Nacional da Juventude. A decisão saiu de uma plenária durante o encontro.

O evento é uma realização da RNAJVHA e do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente-Cedeca Amazonas-Pé na Taba. Apoiam o evento UNICEF, Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ministério da Educação, UNODC, UNFPA, UNESCO, Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura Municipal de Manaus e Governo do Estado do Amazonas, por meio das Secretarias de Educação, Cultura, Assistência Social e Saúde.

O UNICEF reconhece como uma de suas prioridades garantir o direito de cada criança e adolescente a proteger-se e ser protegido do HIV/aids. E, para isso se tornar realidade para todos e cada um deles, é preciso compreender as especificidades do grupo de adolescentes e jovens.

Para ilustrar isso, os dados nacionais do último boletim epidemiológico Aids/DST 2010 mostram que o total de casos de aids em jovens de 13 a 19 anos, de 1980 até junho de 2010, corresponde a 12.693 e que, nessa faixa etária, já há alguns anos, o número de meninas infectadas é maior do que o número de meninos: são 10 meninas infectadas para cada 8 meninos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Além disso, um levantamento realizado com mais de 35 mil adolescentes e jovens de 17 a 20 anos indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nesse grupo passou de 0,09% para 0,12%, e quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados.

Ativismo

Os integrantes da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids compartilham histórias e projetos de vida, planejam ações, monitoram e participam de discussões sobre políticas públicas. Juntos enfrentam dilemas pessoais e coletivos.

Para o UNICEF, é fundamental garantir o crescimento, o desenvolvimento pleno e a participação efetiva de meninos e meninas, disseminando atitudes como a da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.

Segundo Carla Perdiz, Assistente Sênior de Projetos do UNICEF, a grande contribuição da instituição é apoiar esses adolescentes e jovens no fortalecimento da capacidade de expressar suas necessidades, de lutar pelos seus direitos e apresentar suas demandas para os governos, para que essas se transformem em políticas públicas que tragam a melhoria da qualidade de vida de cada um.

 

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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