Descoberta da aids completa 30 anos em junho, destaca Agência AFP ENVIAR | IMPRIMIr

 

Há quase 30 anos, a forma de se relacionar entre os seres humanos seria modificada radicalmente. É que em 1981 foi identificado o vírus HIV, em seres humanos. Os primeiros casos da doença foram identificados em junho de 1981, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Hoje, são mais de 33 milhões de portadores da doença, dos quais estima-se que 630 mil sejam brasileiros. A doença, que levou gente como Renato Russo, Cazuza, Sandra Bréa e os irmão Betinho e Henfil, há muito tempo abandonou a “segmentação público”, por ser antes associada aos gays, para se tornar uma preocupação de toda pessoal sexualmente ativa e usuária de drogas.

Para marcar a data um dos descobridores do vírus, o pesquisador Willy Rozenbaum, que atualmente preside o Conseil National du SIDA (Conselho Nacional da Aids) francês, participará de debate e conferência sobre as pesquisas e as perspectivas dos estudos na área da Aids, no Rio de Janeiro. Em Brasília, ele vai se encontrar com representantes do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e deve visitar organizações governamentais e não governamentais especializadas no atendimento a pessoas que vivem com aids.

Embora só tenha sido diagnosticada há 30 anos, pesquisas apontam que o vírus já circula entre os humanos desde o começo do século passado. O contágio teria acontecido quando humanos ingeriram carne de macacos contaminados.

Hoje é sabida a forma de contaminação, e os pacientes diagnosticados conseguem viver normalmente, graças ao coquetel. No entanto, a prevenção é a melhor maneira de se evitar a doença. E a informação é a melhor maneira de evitar preconceito. Portanto, nada de sexo sem camisinha e nem de compartilhar agulhas, se você for usuário de drogas injetáveis. Os bancos de sangue tem um controle rigoroso quanto ao assunto.

Se você conhece alguém que tenha o vírus, não se preocupe. O HIV não é transmitido pelo toque, pelo aberto de mão ou pelo abraço.=)

www.agenciaaids.com.br

Descoberta da aids completa 30 anos em junho, destaca Agência AFP ENVIAR | IMPRIMIr | A+ A- 30/05/2011 – 11h15 Há 30 anos, no dia 5 de junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu em cinco jovens homossexuais uma estranha pneumonia que até então só afetava pessoas com o sistema imunológico muito debilitado. Um mês depois, foi diagnosticado um câncer de pele em 26 homossexuais americanos e se começou a falar de “câncer gay”. No ano seguinte, a doença foi batizada com o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Sida, em inglês aids. Em 1983 uma equipe francesa isolou o vírus transmitido pelo sangue, secreções vaginais, leite materno ou sêmen, que ataca o sistema imunológico e expõe o paciente a “infecções oportunistas” como a tuberculose ou a pneumonia. Nestes 30 anos de aids e seus milhões de vítimas, também foi uma época de grandes êxitos contra o vírus. Em 1996, com o desenvolvimento dos antirretrovirais, a doença mortal passou a ser uma enfermidade crônica. O Fundo Mundial, criado em 2002, já distribuiu 22 bilhões de dólares em subsídios e um “programa de urgência” foi organizado nos Estados Unidos. “A aids mudou o mundo; uma nova relação social foi criada entre os países do norte e do sul de maneira que nenhuma outra doença já tinha provocado”, destacou Michel Sidibé, diretor do Programa das Nações Unidas para o combate a aids (Unaids). A sua maneira, os doentes participam também na luta e se transformam em “pacientes experts”, que relatam aos especialistas sua experiência, definem as necessidades e anotam os efeitos indesejáveis dos tratamentos, segundo Bruno Spira, presidente da associação Aides. A aids tem matado menos, no entanto ela não desaparece. Pelo contrário, o número de pessoas infectadas tem aumentado nos últimos anos, exigindo mais pesquisas, mais tratamentos e mais dinheiro. Por enquanto, apenas uma em cada três pessoas que necessitam de tratamento tem acesso às drogas. Ainda pior é que para cada duas pessoas que iniciam o tratamento, cinco outras pessoas são contaminadas. Os esforços agora são direcionados para a prevenção com novos métodos: a circuncisão, que segundo pesquisas ainda não conclusivas podem diminuir as chances de contágio; um gel microbicida para as mulheres e o tratamento dos doentes que diminui em mais de 90% as chances de transmissão do vírus. No entanto, mesmo com trinta anos de pesquisas, e muitos investimentos, ainda não há cura e a aids está longe de ser vencida. Sem contar o fato que, segundo o Fundo Mundial, os financiamentos previstos para os próximos anos são claramente inferiores às necessidades. Além disso, dois terços dos soropositivos no mundo desconhecem a própria doença e disseminam o vírus. Na França, por exemplo, uma pesquisa revelou que 18% dos clientes de bares e saunas gays estão contaminados e 20% destes desconhecem. Socialmente, a aids ainda é uma doença pouco comum, e muitos preferem ignorá-la. “Ainda assim, como há 30 anos, é difícil reconhecer uma “doença vergonhosa”, que não quer ser discutida mostrada falada e examinada”, diz Bruno Spire, também portador do HIV. “A aids foi a maior epidemia do século XX e é a maior do século XXI”, afirma por sua vez o professor Jean-François Delfraissy, da Agência de Pesquisa sobre a Aids. Fonte: Agência AFP

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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