Providência fecha as portas da maternidade Sáb, 14 de Maio de 2011 12:00

Providência fecha as portas da maternidade

Sáb, 14 de Maio de 2011 12:00

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Os 30 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde da maternidade do Hospital Casa da Providência estão fechados desde a última quarta-feira, dia 11. A medida gerou uma superlotação na maternidade do Alcides Carneiro, única unidade em todo o município que está realizando partos pela rede pública. Com todos os leitos ocupados, as gestantes que procuram o HAC estão sendo mandadas para casa. Na tarde de ontem, duas mulheres – Joseane e Raíza – permaneceram durante todo o dia na sala de atendimento do setor, sem conseguir uma vaga para internação.
Com dores e contrações, as gestantes não quiseram voltar para casa e preferiram esperar por uma vaga no próprio hospital. “Estamos aqui desde as nove horas da manhã e vou continuar. Ela pode ganhar o bebê a qualquer momento, eles têm que arranjar um vaga”, protestou o marido de Joseane. Grávida de 42 semanas, ela estava sentindo muitas dores e lamentava a maneira como estava sendo tratada. “Estou sentada aqui desde cedo. Já são quase cinco horas da tarde e ainda não consegui uma vaga. Já passou da hora do bebê nascer”, contou.
A outra gestante, Raíza, grávida de 40 semanas, também estava desde manhã à espera de uma vaga. Acompanhada da mãe, ela reclamava de fortes dores. “Já estou com três dedos de dilatação. Preciso de uma vaga para o meu bebê nascer”, disse. As duas mulheres contaram que na parte da manhã mais de 10 gestantes aguardavam na sala de atendimento. Todas, segundo elas, foram mandadas para casa, por falta de vagas. Entre as grávidas que não conseguiram internação estava a dona de casa Jeniffer Dias. Com 40 semanas de gestação e uma infecção urinária, além de não conseguir uma vaga, a paciente também não encontrou na farmácia do HAC o remédio prescrito pelo médico. “Não sei o que fazer. Me disseram que a maternidade da Casa da Providência fechou e que o parto tem que ser aqui, mas não tem vaga no momento, que eu devo aguardar. O que eu faço?”, lamentou a jovem.
A direção do Hospital Casa da Providência não informou o motivo do fechamento da maternidade. Uma das madres diretores da unidade disse por telefone “que não havia problema algum e que a maternidade estava funcionando normalmente”, mas quando ligamos para o hospital a atendente informou que deveríamos procurar atendimento no HAC pois a maternidade estava fechada temporariamente. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que “manteve contato com a Casa da Providência e os serviços de maternidade foram normalizados na tarde de ontem”.

JANAINA DO CARMO
 
Redação Tribuna
 

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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