Dom Dimas faz balanço de seus quatro anos na CNBB

Dom Dimas faz balanço de seus quatro anos na CNBB
O até então Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Dimas Lara Barbosa, fez um balanço de suas atividades nos quatro anos na presidência da CNBB. Dom Dimas, que era Bispo Auxiliar do Rio desde 2003, recebeu durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, a notícia de sua nomeação para Arcebispo de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Com o encerramento de suas atividades na secretaria geral, ele agora se prepara para a sua nova missão na Igreja do Brasil.

— Recebi a notícia com muita simplicidade, e tudo o que se refere ao reino de Deus, enquanto missão, deve ser recebido com temor e tremor, como dizia São Paulo. Deus coloca sobre os nossos cuidados vidas e pessoas que não são nossas, mas que é o povo de Deus, destacou

Dom Dimas Barbosa já esteve em Campo Grande algumas vezes, principalmente quando era assessor da CNBB, conselheiro provincial do Centro-Oeste, e participava das assembléias regionais e das equipes de Nossa Senhora. Mas disse que conhece pouco de sua nova Arquidiocese.

— Mesmo assim, sempre achei Campo Grande uma comunidade muito acolhedora, uma igreja viva, com 47 anos de história, contou.

Em relação ao povo do Rio de Janeiro, o ex-bispo auxiliar deixa a sua mensagem de gratidão, apesar de ter ficado um pouco afastado nos últimos quatro anos, já que precisava passar a maior parte do tempo em Brasília.

— Quando eu fui eleito secretário-geral, eu e o Cardeal Dom Eusébio Scheid já sabíamos que não poderia continuar exercendo as atividades pastorais regulares na Arquidiocese. As pessoas e as experiências que eu tive no Rio de Janeiro passam a fazer parte da minha vida e eu levo essa experiência para Campo Grande. A Igreja no Rio sempre foi muito generosa comigo, e eu vejo isso como a co-responsabilidade da Arquidiocese do Rio com o Brasil e com o mundo, disse.

Ele lembrou ainda o número grande de bispos auxiliares do Rio que deixaram a cidade para se tornarem Arcebispos e Bispos em outras dioceses. Sobre seus quatro anos na secretaria da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa enumerou vários projetos importantes, como o relacionamento com a Santa Sé, com o governo, com a sociedade civil e na ação pastoral da Igreja. — No relacionamento com o governo e órgãos públicos, tivemos grandes conquistas: o acordo Brasil-Santa Sé, que passou no Senado por unanimidade, o mesmo acontecendo com o Projeto Ficha Limpa. Também conseguimos aprovar o projeto de lei de 1991 que descriminalizava o aborto, que conseguimos vencer em todas as etapas que faltavam, recordou.

Ele também destacou que a CNBB aproveitou todos esses momentos para estar presente nos ministérios, nos conselhos nacionais e em muitas audiências públicas no Congresso Nacional e no judiciário.

No entanto, não foram apenas vitórias que a CNBB conseguiu no Congresso Nacional, nesses últimos quatro anos. Também houve derrotas, como o caso dos embriões e o recente julgamento da união entre pessoas do mesmo sexo.

Outros pontos destacados pelo Arcebispo foram as parcerias feitas com o governo federal, com os ministérios, com as secretaria dos direitos humanos, da segurança pública e anti-drogas.

Sobre o relacionamento com a Santa Sé, ele lembrou o apoio que sempre recebeu do Papa Bento XVI e dos dicastérios.

— Sempre fomos muito bens recebidos por todos, inclusive vários dicastérios solicitavam cópias de nossos documentos para serem usados em estudos em Roma e em conferências, contou.

Do ponto de vista pastoral, Dom Dimas recordou com carinho o que ele chama de grande projeto da secretaria geral, o projeto de doação de um milhão de Bíblias. Projeto que ele afirma que a antiga presidência deixa como herança para a futura é o Educação para o Amor. Ele ainda destacou as campanhas desenvolvidas em parceria com a Cáritas, na ajuda às populações do Haiti, o SOS Peru, o SOS tsunami, que foram alguns exemplos que, em sua opinião, produziram efeitos bastante significativos.

— Foi uma experiência muito rica, que deixa ter uma boa visão da Igreja no Brasil e no mundo. Vivenciamos crises e momentos complicados, mas, no que dependia de nós, preservamos a missão da CNBB de ser instrumento de fortalecimento e a nossa comunhão de fidelidade da Igreja na pessoa do Papa, ponderou.

Sobre a nova presidência, Dom Dimas tem a certeza de que não vai haver ruptura, e que, pelo perfil apresentado, o episcopado brasileiro tem tudo para continuar crescendo. Certamente a presidência de Dom Raymundo vai completar o trabalho, abrindo novas fronteiras.

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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