A extinção das ONGs Aids é uma vergonha nacional – George Gouvea

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A extinção das ONGs Aids é uma vergonha nacional

Por George Gouvea

No caso dos Governos, podemos usar como exemplo o Estado onde resido, o Estado do Rio de Janeiro, que ocupa, no plano nacional, a terceira posição em casos de aids notificados, entre 2007 e 2010. Além disto, no Brasil ele é o segundo colocado em taxa de incidência de casos de aids por 100.000 habitantes; na região sudeste ocupa, lamentavelmente, o 1º lugar – “medalha de ouro” -.

Apesar disto, este estado (sim, com letra minúscula) não repassa os recursos do PAM para as Ongs/Aids, há cinco anos.

São mais de R$ 4.000.000,00 (isto mesmo, quatro milhões de reais) de recursos que estão parados, imobilizando e extinguindo o trabalho de prevenção, de promoção da saúde, de defesa dos direitos fundamentais das pessoas vivendo com HIV/AIDS, de apoio psicológico, assessorias jurídicas, grupos de convivência e tantos outros. Devemos lembrar que nós, Ongs/Aids chegamos aonde a falta de vontade política e o braço engessado do Estado não chega. Para justificar o injustificável, para explicar o inexplicável, o Estado do Rio de Janeiro, através de seus porta-vozes, alegam que financiaram a participação de ativistas em congressos e na publicação de materiais informativos. Uma brincadeira de mau gosto. Estamos falando em salvar vidas, evitar novos casos de aids, fornecer informação de qualidade para a população e dar apoio efetivo as pessoas soropositivas e seus familiares.

Cabe, também, a sociedade, de um modo geral, e aos empresários, de forma particular, parte da responsabilidade sobre este assunto. A aids existe e esta entre nós, não tem cura, não escolhe idade, credo, sexo, classe social, orientação sexual e nem grupo étnico.

Os recursos do exterior são bem vindos, mas a luta contra a aids deve ser de toda a sociedade brasileira, e ela deve participar, inclusive, ajudando na manutenção das Ongs/Aids. Por que as grandes empresas se omitem em patrocinar Ongs/Aids,? Uma pergunta sem resposta…

Diante deste quadro, repleto de omissões, falhas, desprezo pela vida humana, inércia e insensibilidade, só resta uma certeza, a extinção das Ongs/Aids em curto prazo e o recrudescimento da epidemia de aids em nosso pais, alcançando milhões de brasileiro.

*Dados Boletim Ministério da Saúde – Ano VII/no 01/2010

George Gouvea é Psicanalista e Presidente do Grupo Pela Vidda/RJ Contato: george.gouvea@pelavidda.org.br

A extinção das ONGs Aids é uma vergonha nacional
Por George GouveaNos últimos anos, a falta de recursos tem sido uma realidade para as Ongs/Aids em nosso país. Elas, que já foram consideradas um dos principais alicerces da resposta brasileira à epidemia da aids, hoje correm  sério risco de extinção por diversos motivos.  Entre eles podemos citar, principalmente, a falsa impressão de que a aids em nosso país esta resolvida.Uma falácia assombrosa, uma vez que foram notificados mais de 182.000 novos casos de aids, e mais de 57.000 seres humanos perderam suas vidas em decorrência da mesma, entre 2005 e 2009.Esta mentira provoca uma  grande redução dos recursos que, historicamente, vinham de organizações internacionais para o combate à aids no Brasil.

Além disto, os Governos, tanto no plano Federal, Estadual e Municipal omitem-se de forma criminosa e não se entendem quanto a devida utilização dos recursos dos Planos de Ações e Metas (PAM).   Esta omissão acaba provocando novas infecções pelo HIV em milhares de pessoas, colocando suas vidas em risco.

George Gouvea é Psicanalista e Presidente do Grupo Pela Vidda/RJ

                                                  

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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