Médicos do Ambulatório Central de Saúde Mental aderem à greve

Médicos do Ambulatório Central de Saúde Mental aderem à greve

Sáb, 26 de Março de 2011 12:00

  
Quem procurou atendimento no ambulatório ontem reclamou por não ter sido avisado sobre a paralisação. / Alexandre Carius

Os médicos que atendem no Ambulatório Central de Saúde Mental localizado na Rua Floriano Peixoto, Centro, aderiram nesta semana à greve dos profissionais de especialidades. Ontem, dezenas de pacientes, incluindo crianças, ficaram sem atendimento e também não puderam marcar consultas. O vendedor Jorge Carvalho, pai de um paciente, estava indignado com a falta de informações. “A consulta estava marcada desde o mês passado. Por que não nos avisaram que os médicos estavam em greve? Perdi meu dia de trabalho para trazer meu filho, não custava nada ter nos comunicado”, protestou.
Jorge contou que o filho, Renan, de sete anos, toma remédios controlados e precisa de acompanhamento médico regular. A maior procuração dele é não conseguir comprar os medicamentos do menor. Jorge também teme ser acionado pelo Conselho Tutelar, uma vez que o tratamento médico está sendo interrompido. Ele explica que a cada 15 dias precisa ir ao Conselho Tutelar para apresentar os laudos e exames do Renan. “Eles acompanham todo o tratamento e qualquer alteração é sempre notificada”, lamentou o pai. A dona de casa Eliane dos Santos da Silva, mãe de dois filhos, também estava preocupada com a interrupção do tratamento. Ela contou que precisa de receitas médicas para comprar os medicamentos, que são controlados. “Se esta greve demorar, eles vão ficar sem os remédios”. Os filhos de Eliane sofrem de distúrbio do sono e hiperatividade e fazem tratamento com neurologistas, pediatras e psiquiatras.
Além do ambulatório de saúde mental, a greve dos médicos iniciada no dia 14 atinge também os ambulatórios da Rua Dom Pedro e do Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro, o Centro de Saúde da Rua Santos Dumont e os postos que não contam com o Programa Saúde da Família. Na segunda-feira acontecerá uma audiência de conciliação entre a Prefeitura e a comissão de greve, na Procuradoria do Trabalho, a partir das 14 horas. A reunião proposta pelo Ministério do Trabalho tem como objetivo acabar com o impasse entre as duas partes, permitindo a volta dos médicos aos seus postos de trabalho.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que os pacientes que estavam agendados para a primeira consulta estão sendo atendidos e todas as receitas médicas necessárias foram expedidas. Consultas de acompanhamento não foram realizadas.

JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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