Comissão de Saúde admite que não existe negociação

Comissão de Saúde admite que não existe negociação

Sex, 01 de Abril de 2011 12:00 www.e-tribuna.com.br

 

“A secretária de Saúde não está interessada em resolver o problema dos médicos de especialidades. Não há interesse nenhum do governo em acabar com a greve”. Foi assim que o vereador e membro da Comissão de Saúde da Câmara, Márcio Muniz, falou sobre a 10ª tentativa de intermediar uma reunião entre representantes da Prefeitura e a Comissão da Greve. Segundo o vereador, as pessoas que participam das reuniões não têm poder de decisão, impossibilitando um avanço nas negociações. “Os encontros têm que ser com o prefeito e a secretária de Saúde, mas não há um interesse”, ressaltou o vereador.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, Mauro Peralta, os profissionais que aderiram à greve tiveram descontos nos salários, causando uma insatisfação ainda maior na categoria. “Mesmo o movimento sendo considerado legal pelo Ministério do Trabalho, o prefeito Paulo Mustrangi decidiu realizar os cortes nos salários. Vamos entrar na Justiça contra essa decisão”. Mauro Peralta afirmou que a greve irá continuar por tempo indeterminado e alertou para uma possível demissão em massa dos médicos. “Se esta questão não for resolvida, a única solução é pedir o descredenciamento da rede. Isso já vem acontecendo e irá se intensificar ainda mais. Já que o governo não quer negociar, não apresenta propostas e não se interessa pelos médicos, por que continuar trabalhando?”, frisou.
A intenção dos médicos de deixar a rede tem o apoio do vereador Márcio Muniz. Segundo ele, as demissões são a única solução para o problema. “Todos os 15 vereadores já pediram a saída da secretária. Nós não temos o poder de destituí-la. O que podemos fazer nós estamos fazendo”, enfatizou o vereador. A greve dos médicos de especialidades teve início no dia 14 e atinge os ambulatórios da Rua Dom Pedro e do Hospital Alcides Carneiro, o Centro de Saúde da Rua Santos Dumont e postos que não contam com o Programa Saúde da Família.

JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

2 comentários em “Comissão de Saúde admite que não existe negociação

  1. Que tal entrarem com um pedido de Intervenção na Procuradoria do Estado e ou da União, caso uma faça vista grossa, o Prefeito esta desrespeitando a Lei.

    1. esta comissão é da camara, sugerimos que eles procurem o COMSAUDE e juntos pensem na melhor estrategia, ja devem ter procurado intervenção do Estado, obrigado pelo contato

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