Para os conselheiros, Cruz Vermelha deve deixar a administração das UPAs / Instituto Civis declara apoio à posição dos conselheiros

COMSAUDE foi surpreendido com noticia  ” PMP assume UPAS ate conclusão de concorrência “, para a presidente Maria Auxiliadora Pires Ribeiro ( Dora ), é a retomada do dialogo entre governo e sociedade civil, uma demonstração de maturidade politica.

Comsaúde vai convocar nova reunião

Ter, 29 de Março de 2011 12:00

 
 

 

Para os conselheiros, Cruz Vermelha deve deixar a administração das UPAs.

A reunião entre a chefe de gabinete Sheila Guimarães, o secretário de Relações Institucionais, Wilson Franca, e membros do Conselho Municipal de Saúde (Comsaúde), realizada durante a manhã de ontem, no Palácio Sérgio Fadel, foi considerada pela presidente do Comsaúde, Maria Auxiliadora Pires Ribeiro, satisfatória e esclarecedora, além de fortalecer o contato entre a entidade e o governo. “Algumas dúvidas e questões ficaram esclarecidas. Fortalecemos nosso contato e isto é importante”, ressaltou a presidente.
O encontro foi marcado no último sábado, dia 26, após duas reuniões extraordinárias do Comsaúde, onde a Prefeitura teria que apresentar um cronograma de ações para assumir a administração das duas Unidades de Pronto Atendimento – Centro e Cascatinha – até que o processo de licitação esteja concluído, terem sido canceladas por falta de quorum. Para o Comsaúde, a intenção do governo era “pressionar” os conselheiros. De acordo com Auxiliadora, ficou acertado que uma nova reunião extraordinária deverá acontecer até quinta-feira. “Vou convocar mais uma extraordinária do conselho, onde todas as questões relacionadas à administração das UPAs serão discutidas. Precisamos resolver este assunto”, frisou.
A presidente do Comsaúde explicou que durante a reunião com os secretários municipais, questões como o cronograma de ações, o edital de licitação e a renovação do contrato com a Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro (empresa que administra as duas UPAs) não foram discutidos. Ela ressaltou que estes assuntos farão parte da pauta da reunião extraordinária que será convocada esta semana.
Os desentendimentos entre os conselheiros e o governo tiveram início em fevereiro, quando o Comsaúde proibiu que a Prefeitura renovasse o contrato com a Cruz Vermelha para a administração das UPAs. O contrato com a entidade, com prazo inicial de seis meses, terminou em fevereiro. A renovação, por mais seis meses, só aconteceria caso o Comsaúde aprovasse a prestação de contas, fato que não aconteceu, uma vez que os conselheiros encontraram irregularidades e divergências nos valores das contas apresentadas pela Cruz Vermelha e pela Secretaria de Saúde.
Com a decisão do conselho, a Cruz Vermelha tem até o dia primeiro de abril para deixar a administração das duas Unidades de Pronto Atendimento. Após este período, quem deverá assumir as UPA’s é a Prefeitura, até que o processo de licitação para contratação de uma nova empresa esteja concluído.
JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna

Instituto Civis declara apoio à posição dos conselheiros

Através de seu coordenador, Mauro Correa, o Instituto Civis manifestou solidariedade aos representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Saúde, por terem mantido o posicionamento de não votar pela renovação do contrato de administração das UPAs com a Cruz Vermelha. “É um absurdo as declarações do advogado da Cruz Vermelha, pois o conselho é deliberativo e as pessoas que são conselheiros são usuárias do sistema”, disse, sugerindo que os conselheiros peçam uma auditoria nas contas das UPAs.
Na avaliação de Mauro Correa, o problema se origina na má gestão e questionou por que a Prefeitura não fez licitação, já que todo o processo teve início no dia 5 de setembro de 2009, quando foi criada a área de interesse social para instalação da UPA de Cascatinha. “Alegam que precisavam de seis meses para fazer a licitação, mas tiveram mais do que isto e nada fizeram”.
Mauro Correa frisou ainda que, ao contrário do que foi dito, os membros do Conselho de Saúde não tiveram a intenção de desmerecer a Cruz Vermelha, “pois trataram a questão de forma técnica”. Para o coordenador do Civis, todos os conselhos deveriam ser deliberativos como o ComSaúde, frisando que muitos, por serem apenas consultivos, acabam desestimulando a participação da sociedade.

ROGÉRIO TOSTA
Redação Tribuna

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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