Manifesto do Bispo D. Filippo é entregue ao presidente da Alerj – www.e-tribuna.com.br

 de 2011 12:00

Os deputados falaram sobre o manifesto divulgado por Dom Filippo na Assembleia Legislativa. Dois querem ir ao encontro que vai discutir o tema, no dia 31. / Divulgação

O manifesto em prol da reconstrução urbanística das cidades atingidas pelas chuvas, no dia 12 de janeiro, de autoria do bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, foi citada e serviu como subsídio na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sobre a tragédia na Região Serrana, realizada na manhã de ontem, com representantes de Petrópolis. Os deputados membros da CPI da Alerj elogiaram a iniciativa do bispo e disseram que estarão presentes no encontro, que acontece no dia 31 de março, na Universidade Católica de Petrópolis (UCP), com representantes da sociedade civil, o bispo e o Comitê Gestor do Portal Dados Municipais.
Ao tomar conhecimento de que o manifesto estava sendo usado pelos deputados estaduais membros da CPI, Dom Filippo Santoro manifestou sua satisfação por saber que eles estão atentos ao que vem ocorrendo na Região Serrana. “O meu objetivo com o manifesto foi justamente chamar a atenção de todos, autoridades públicas e sociedade de modo geral, para que o problema da chuva não caia no esquecimento e seja lembrado somente quando voltar a chover ou vivermos novas tragédias. Não podemos permitir mais que as famílias continuem morando nas áreas de risco”.
A deputada estadual Janira Rocha, na conclusão dos trabalhos da reunião com os representantes de Petrópolis, deu parabéns a Dom Filippo Santoro pelo conteúdo do manifesto. “Está dentro do espírito do trabalho desta CPI, olhando para aqueles que estão ainda na condição de risco. É muito importante, quando pede uma organização do movimento popular, da sociedade, pois reflete a situação aguda que as cidades estão vivendo, com a população insatisfeita com os governos municipais, principalmente a população da periferia”. Para a deputada, o alerta do bispo para que a tragédia não caia no esquecimento é fundamental para que as soluções possam aparecer, frisando que assim como Dom Filippo os deputados não querem que aumente o número de vítimas de chuvas passadas que até hoje buscam uma resposta do poder público.
O presidente da CPI da Alerj, deputado estadual Luiz Paulo, citou vários trechos do documento do bispo, frisando que ele é importante, pois manifesta a vontade da população que aguarda uma resposta das autoridades. A sua proposta para os membros da comissão é que no dia 31 de março não haja reunião da comissão para possibilitar a participação dos deputados na reunião do bispo, com a população e com a sociedade civil organizada.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Igor (PMDB), e o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara, vereador João Tobias (PPS), participaram da reunião da CPI da Alerj, quando falaram como vai ser o trabalho da c omissão na cidade. O vereador Paulo Igor pediu que os deputados aprovem uma lei que impeça as concessionárias de instalar seus serviços sem conhecimento da Prefeitura e dos órgãos competentes.
O vereador João Tobias fez uma apresentação do início dos trabalhos da comissão e a convocação de dois técnicos que vão dar subsídios para que os vereadores, membros da comissão, possam investigar as causas das tragédias em Petrópolis. O vereador apresentou dados históricos sobre as tragédias em Petrópolis desde a década de 60, sendo a mais grave ocorrida em 1988. 

Paulo Melo recebe o documento

O deputado estadual Bernardo Rossi e o presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor, entregaram o manifesto lançado pelo bispo diocesano D. Filippo Santoro ao presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), ontem, logo após a reunião da CPI das Chuvas. “O documento clama para que não percamos o foco, para que a tragédia não seja esquecida e que, sem uma mudança urbanística, volte a acontecer. É um manifesto, antes de mais nada, pela vida. Trago o manifesto a essa Casa não só como parlamentar, mas como cidadão petropolitano”, disse Bernardo Rossi.
Os deputados que compõem a CPI das Chuvas fizeram questão que ele fosse lido na reunião e integrado aos documentos da comissão. O manifesto foi distribuído aos parlamentares e publicado no Diário Oficial do Estado. “A Casa recebe as palavras do bispo como representante da Igreja e todos os trabalhos sociais que a instituição envolve e como homem de bem, respeitado por sua postura. Acolhemos e fazemos nossas as palavras de D. Filippo Santoro”, registrou o presidente da Alerj, Paulo Melo.
Na quinta-feira, será realizada mais uma reunião da CPI das Chuvas da Alerj, mas os membros da comissão se dividirão entre a oitiva, no Rio, e o encontro que o bispo promove, em Petrópolis, entre sociedade civil organizada e cidadãos com o Comitê Gestor do Portal Dados Municipais.

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

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