Conselho reprova renovação com a Cruz Vermelha – conselheiros são ameaçados e registram ocorrencia na 105 DP em Petropolis www.e-tribuna.com.br

Reprovada renovação com a Cruz Vermelha

www.e-tribuna.com.br

Ter, 01 de Março de 2011 12:00

 

 

 

Apesar do veto do Conselho, o governo municipal garantiu que as unidades continuarão funcionando normalmente. / Roque Navarro

O Conselho Municipal de Saúde (ConSaúde), reunido na sexta-feira, decidiu por nove votos contra seis não aprovar a renovação do contrato da Cruz Vermelha com a Secretaria Municipal de Saúde, para administração das unidades de Pronto Atendimento (UPA’s). Os conselheiros explicaram que não têm nada contra a entidade e nem contra a Secretaria de Saúde, mas não viram motivos para renovar o contrato, pois encontraram divergências na prestação de contas apresentada pelas duas instituições.
A Secretaria Municipal de Saúde informou, através da assessoria de comunicação da Prefeitura, que as Unidades de Pronto Atendimento do Centro e Cascatinha continuam funcionando normalmente, frisando que a população e os funcionários das unidades podem ficar tranqüilos, pois o município vai continuar garantindo a legalidade do processo e o ótimo trabalho desenvolvido pelas UPA’s. Por dia, são realizados 220 atendimentos em cada unidade e, segundo a secretaria, “trabalho este ressaltado, elogiado e ratificado em ata das reuniões pelos próprios integrantes do ConSaúde”.
Thiago Freitas, Carlos Henrique, Osmar Ferreira, Eduardo Pereira e Alex Lima disseram que não têm nada contra a Cruz Vermelha, frisando que o problema está nas diferenças encontradas entre os números apresentados pela entidade e os valores repassados pela Secretaria de Saúde para as UPA’s. Entre os casos citados pela Comissão de Finanças do Conselho está o pedido de pagamento feito pela Cruz Vermelha, no valor de R$ 126.744,11, sendo que a Secretaria Municipal de Saúde repassou apenas R$ 94.025,45. 
Os conselheiros disseram que a decisão do Conselho de Saúde é que a Prefeitura assuma por três meses a administração das UPA’s e durante este período realize o processo de licitação. De acordo com os conselheiros, esta decisão foi tomada por nove votos favoráveis e seis contra, sendo que na votação inicial, quando se colocou a proposta da Prefeitura administrar as UPA’s, foram dois votos contra e quatro abstenções entre os representantes do governo.
Para os conselheiros, o importante neste momento é manter o serviço de qualidade, respeitando o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde, e promover a licitação para contratar da nova empresa que vai administrar as UPA’s. Sobre esta questão, se vai abrir o processo de licitação a Secretaria de Saúde não respondeu, não manifestando opinião sobre a decisão do conselho em não renovar o contrato com a Cruz Vermelha. 

Autor:

O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu legalmente em 28 de março de 1998 com o proposito de oferecer apoio e assistência a portadores do vírus HIV/AIDS. Após um ano, Padre Quinha pediu ao fundador que começasse a trabalhar também com Dependência Química. Passados dezesseis anos os atendimentos vão além destas duas patologias, a busca por diversos motivos fez com que a instituição abrisse o leque de atuação – Ir de Encontro com a Necessidade de Quem Nos Procura – que, em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda. Os assistidos contam ainda, além dos atendimentos na sede da instituição, com o amparo de profissionais de saúde que atendem gratuitamente em seus consultórios e clínicas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s